São Paulo - O Brasil garantiu ontem mais uma medalha de ouro na vela nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, na República Dominicana, com a vitória da dupla Bruno Amorim e Dante Bianchi na classe Snipe.
Foi a terceira insígnia dourada da vela brasileira na capital dominicana. Sábado, Robert Scheidt e Ricardo Winicki, o Bimba, garantiram por antecipação o primeiro lugar na laser e mistral, respectivamente.
Amorim e Bianchi quebraram um tabu de 32 anos que o Brasil não levava o ouro na classe Snipe. O título anterior havia acontecido no Pan de Cali-1971, na Colômbia, com a dupla João Reinhard e Ralph Christian.
Amorim e Bianchi ficaram o título na classe snipe no critério de desempate, pois terminara empatados com os cubanos Nélido Manzo e Octavio Lorenzo, ambos com 19 pontos perdidos.
Os brasileiros levaram o ouro, pois venceram quatro regatas, contra três dos rivais, que foram campeões em Havana-91, Mar del Plata-95 e Winnipeg-99. Os uruguaios Nicolas Shaban e Santiago Silveira foram bronze.
O quarteto formado por Mauricio Santa Cruz, João Carlos Jordão, Alan Adler e Daniel Santiago conquistou a medalha de prata na classe J24, garantindo o quarto pódio do país na vela no Pan de Santo Domingo.
SCHEIDT Sábado, um dia antes do término das competições, o brasileiro Robert Scheidt ratificou sua hegemonia e obteve o tricampeonato dos Jogos havia triunfado em Mar Del Plata-95 e Winnipeg-99. Mais: venceu as dez regatas que disputou e obteve sua melhor performance em Pans.
''É impossível competir com ele. Todos aqui sabem. O título já tinha dono muito antes de começar o Pan'', disse o cubano Jose Antonio Urbai, um dos rivais de Scheidt em Santo Domingo.
O iatista entrou para um seleto grupo, o dos brasileiros que subiram três vezes consecutivas ao lugar mais alto do pódio em disputas individuais. Assim, igualou o feito de Adhemar Ferreira da Silva no salto triplo (1951, 1955 e 1959) e de Eronilde Nunes nos 400 m com barreiras (1991, 1995 e 1999).

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