O que tem a ver caiaque com iate? No caso da modalidade esportiva caiaque-pólo, o nome Iate Clube de Londrina tem tudo em comum. Nos últimos 15 anos, as equipes formadas pela agremiação londrinense já faturaram nada menos do que sete campeonatos brasileiros. E caminha rumo ao oitavo. Bem verdade que teve um tropeço no último final de semana. Jogando em casa, na raia montada no Lago Igapó 1 para disputa da 2 etapa do Campeonato Brasileiro, a equipe perdeu a final para o São Pólo (SP), por 5 a 4.
Com todo o favoritismo por ter vencido a primeira etapa realizada em abril, em São Paulo, o Iate entrou com força total colocando quatro equipes entre as nove participantes. Hoje instrutor de canoagem no clube, Gelson Moreira Souza já participou de muitas conquistas com a equipe. Viajou, inclusive, para outros países. Por isso lembrou que a modalidade é a que mais deu títulos brasileiros para Londrina. Só lamentou que os atletas não consigam viver exclusivamente disso. ''Pelo contrário, a maior parte dos atletas gastam para jogar'', afirmou.
Celeiro de craques, o Iate está acostumado a ceder pelo menos três atletas para a seleção brasileira. E entre os atletas, há até quem tenha descoberto outros talentos, embora o esporte continue falando mais alto. Com 24 anos, o designer Fernando Henrique Imazu Santana treina há 10 anos no clube e acabou envolvendo a modalidade em seu projeto de conclusão de curso. A união da paixão com a dedicação resultou em um caiaque ultramoderno, desenvolvido em parceira com uma empresa alemã que é referência mundial em caiaques de competição. O modelo está em fase de registro de patente. ''Brinco que este é o projeto da faculdade que mais uso. Mas o que gosto mesmo é jogar. E, por isso, considero hoje (ontem) como o dia mais importante da minha vida'', confessa.
O dia foi importante também para Valentim Gallego, 13. O menino disputou seu primeiro Brasileiro e já sentiu o peso de treinar em um dos melhores clubes do País. O time dele não foi bem - terminou em terceiro - mas ele garante que não vai desistir até chegar à seleção: ''É um esporte bom porque não tem muitos times nem muita gente que pratica''.

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