Curitiba - Utilizar o Pinheirão para pagar dívidas e valorizar as competições estaduais. Estas são algumas das propostas de Rafael Iatauro, atual secretário-chefe da Casa Civil do Estado do Paraná. Comentarista e editor esportivo de rádio, televisão e jornais entre 1955 e 1966, o magistrado conta com forte apoio do grupo político ligado ao governador Roberto Requião.
''Durante quase 15 anos eu trabalhei com futebol. Em 1971 fui candidato à presidência da federação e depois disso não pude mais me candidatar (por ocupar cargo no Tribunal de Contas). Agora que estou aposentado resolvi me candidatar, mas nunca deixei de acompanhar o futebol'', explica Iatauro, que não vê problemas neste longo afastamento.
Entre suas metas, a principal é recuperar a confiabilidade da federação, abalada pela nefasta ''Era Moura''. ''Estou firmando uma boa equipe para conseguir isto e trazer a Copa do Mundo para o Paraná''.
Para atingir o objetivo, uma das principais propostas é utilizar o Pinheirão para pagar as maiores dívidas da FPF. ''Com certeza o estádio não vai mais receber competições profissionais. Se a lei permitir, a primeira idéia é vender o Pinheirão e toda a área de entorno para pagar as dívidas. Se não puder vender (pela série de minúcias que envolvem as doações do terreno) tudo, vou manter a estrutura para shows e espetáculos e negociar as áreas possíveis'', afirma Iatauro, que também pensa em ceder parte da área para a construção de um ginásio municipal. Já as demais dívidas seriam renegociadas. ''Com credibilidade, é possível acertar com os credores''.
Outros planos do candidato são a profissionalização da arbitragem, inclusive com a comercialização de espaços publicitários nos uniformes dos árbitros; a valorização da Série B; e a regionalização das fases iniciais da recém-criada Série C do Estadual, isentando as equipes participantes de despesas com registros e alvarás. (L.B.)

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