Iatauro ainda corre risco na eleição da FPF
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quarta-feira, 16 de abril de 2008
Julio Cesar Lima<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A definição sobre o futuro da candidatura de Rafael Iatauro à presidência da Federação Paranaense de Futebol (FPF), que foi impugnada devido à suspeita de fraude, deve acontecer hoje. O advogado da chapa, Fernando Barrionuevo entregou ontem, à juíza Mayra Rocco Stainsack, da 20 Vara Cível, uma medida cautelar para a conseguir a liminar que garantirá a participação de Iatauro na disputa. Até as 18 horas de ontem a situação permanecia inalterada.
Mesmo com essa indefinição, o advogado garantiu que a rotina de trabalho e a campanha de Rafael Iatauro será mantida. '' Vamos continuar trabalhando, o que nos deixa mais apreensivos é que a eleição acontece amanhã'', afirmou.
Iatauro teve sua inscrição cassada por causa de uma suposta fraude na assinatura de Paulo Esteves da Silva, presidente da Liga de Futebol de Londrina. O grupo de Iatauro tenta provar que não houve nada de errado com a inscrição de Paulo Esteves. ''Ele nos garantiu que sua assinatura não tinha firma reconhecida na ficha, mas nos documentos apresentados pela federação elas (reconhecimento de firma) aparecem''.
O caso de Iatauro é apenas mais um fato negativo no processo eletivo da FPF. Na semana passada, no último dia de inscrição, o ex-dirigente da CBF, Moacir Peralta, teve sua inscrição suspensa por causa da falta de documentos originais de um de seus diretores. O grupo foi à Justiça e conseguiu uma liminar que lhe garante o direito de disputar o pleito. A federação, porém, tenta cassar a liminar, mas não conseguiu até o momento.
Uma das queixas correntes dos adversários é a de que a FPF também não disponibiliza os nomes dos clubes que compõem o colégio eleitoral. A FPF se defende e diz que muitos clubes não cumprem o que diz o estatuto e por isso também não recebem a autorização para votar.
Segundo o estatuto da entidade, os clubes devem ter o alvará de 2007, ter todos os seus atletas registrados na federação, assim como não ter dívidas com a federação nem com o Tribunal de Justiça Desportiva.


