Iarley dá o recado em sua chegada
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quarta-feira, 06 de janeiro de 2010
Agência Estado 
São Paulo - Pequeno na estatura e no tom de voz, grande na ambição. Iarley vestiu pela primeira vez a camisa do Corinthians, ontem, e chegou falando grosso. Em seu primeiro dia no novo clube, o atacante de 35 anos já mandou recados para o técnico Mano Menezes. ''Não tenho o apelido de Mister Libertadores por acaso. O rótulo diz tudo e acho que o Mano vai entender isso'', disparou, de primeira, o experiente jogador. Cheio de confiança, emendou: ''Por todos os clubes nos quais passei, sempre usei a camisa 10. Aqui já coincidiu de ser esse o número no uniforme dos treinos. Espero que se confirme nos jogos''.
Ele gosta tanto do número que teve o site pessoal www.iarley10.com.br. Atualmente, a camisa 10 é do argentino Matías Defederico. O jovem, contudo, já disse não se importar em repassá-la. Mas, com as novas contratações, a camisa será disputada também por outros dois jogadores, além de Iarley. Tcheco, 10 com Mano no Grêmio, e Danilo, estrela no tricampeonato japonês do Kashima Antlers.
As frases podem ter soado em tom de cobrança, mas foram a forma que o simpático cearense de Quixeramobim encontrou para mostrar que está engajado no projeto do Corinthians. O fato de se credenciar a ser titular na Libertadores tem respaldo: será a quarta vez em que ele disputará o torneio intercontinental, no qual tem um título (com o Internacional), um vice (Boca Juniors) e uma eliminação nas oitavas pelo Paysandu, diante do Boca, em Belém - no jogo de ida, Iarley entrara para a história ao marcar o gol do triunfo paraense por 1 a 0, em plena La Bombonera.
''Tenho experiência na competição e, para ganhá-la, o segredo é saber jogar fora de casa. Os times estrangeiros têm uma maneira peculiar de jogo em seus estádios. Se soubermos identificá-la, temos tudo para ter sucesso'', afirmou. Apenas isso? ''Não, ter um bom elenco é o primeiro passo. Estamos formando um grupo de qualidade, mas o favoritismo virá com as vitórias, com o desempenho em campo, pois não se ganha título no papel'', observou.


