São Paulo - Diego Hypólito vive com intensidade os prós e os contras de ser atleta diferenciado na ginástica nacional. Ao mesmo tempo em que curte o fato de ser ídolo de crianças que passaram a praticar o esporte influenciados por seu exemplo, o único brasileiro a ganhar duas medalhas em Campeonatos Mundiais (ouro em 2005 e prata em 2006, ambas no solo) também sofre os efeitos colaterais do sucesso. ‘‘Quanto mais o tempo passa, mais fico nervoso porque a cobrança aumenta’’, admite, sem rodeios.
  Atualmente, administrar as emoções tem sido um desafio para Diego tanto quanto controlar o corpo nos exercícios do solo e do salto. ‘‘Acho que, por ter conseguido várias medalhas, as pessoas esperam sempre que eu vença e, ao mesmo tempo, me cobro para ganhar medalhas’’, explica. ‘‘Mas a cobrança por um lado é positiva, pois é sinal de que as pessoas acreditam no meu trabalho’’, se anima. ‘‘Porém, fico nervoso, porque quero ganhar medalhas, ouvir o hino...’’
  A pressão, segundo Diego, aumenta com a exposição a que os ginastas são submetidos. ‘‘No futebol e no vôlei, por exemplo, a gente pode substituir. Se não está bem, tem outro que estᒒ, compara. ‘‘Na ginástica, se o atleta não está bem no dia, não tem substituição, porque a seleção é predefinida. Por isso a gente se cobra muito.’’
  Diego garante que cobrança não será problema nas provas de salto e solo da Superfinal da Copa do Mundo, que disputa hoje em São Paulo. ‘‘Vou contar com o apoio da torcida, da minha família’’, avalia o brasileiro.

mockup