Budapeste - Uma das maiores empresas húngaras, a Puebla KFT, está de olho no mercado esportivo brasileiro. Esse é um dos motivos da parceria com o Clube Atlético Cambé (CAC). O acordo, que visa descobrir novos talentos, pode abrir portas para outros negócios da empresa no Brasil, pelo menos é o que pensa o presidente Sólyom Sándor. ''É uma parceria de esportes, que pode gerar negócios em outros setores'', afirmou.
A Puebla atua em vários segmentos, mas seu forte é o ticket alimentação. Ela também é uma das principais incentivadoras do esporte local. Atualmente, 11 equipes de futebol e uma de basquete, além do Comitê Olímpico Húngaro, são patrocinados pela Puebla.
O próximo passo, segundo Sándor, é adquirir um clube na primeira divisão húngara. As negociações já estão adiantadas. ''A ideia é ter um clube próprio e, através dele, trazer os jogadores para serem formados aqui. Claro, pessoas que tenham vontade de vencer na vida profissional'', comentou o presidente, que foi dono do Újpest, o segundo time mais tradicional da Hungria. Foi sob o comando dele que o clube conquistou pela última vez o campeonato nacional, na temporada 97/98.
A excursão da parceria entre Pat Sports, atual gestora do CAC, e a Puebla é a segunda realizada este ano. A ideia é fazer mais vezes ao ano. Para Sándor, vender jogador via DVD não é possível mais. ''Antigamente, mandavam um DVD para análise e víamos que o jogador era um craque. Quando chegava aqui e entrava em campo, não era nada daquilo, era ruim, sem condições. Ver o jogador ao vivo é o diferencial. Todos os adversários (que o CAC está enfrentando) são clubes que vão precisar contratar jogadores para a próxima temporada'', apontou.
Outra vantagem de ver o jogador atuando nos amistoso na Hungria, segundo o presidente da Puebla, é avaliar qual clube ou região ele se encaixaria melhor. ''Não é necessário falar da qualidade do futebol brasileiro. Mas algumas transferências que foram feitas para cá não deram certo porque os jogadores não tiveram paciência com a adaptação ou o estilo de jogo de determinado clube. A empresa orienta qual o caminho certo para cada jogador'', observou, lembrando que o caminho pode até ser de outro país. ''Os observadores que assistem aos jogos podem até levar o jogador daqui para um campeonato do estilo dele''.

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