Hoyama viaja para disputa da quinta Olimpíada
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terça-feira, 22 de julho de 2008
Fábio Galão<br>Equipe da Folha 
Curitiba - No Brasil, o paulista Hugo Hoyama é praticamente sinônimo de tênis de mesa. Aos 39 anos de idade, ele viaja hoje para a China, para dar sequência à preparação para sua quinta Olimpíada. Hoyama é o terceiro homem da equipe brasileira de tênis de mesa, atrás de Gustavo Tsuboi e Thiago Monteiro. Os três atletas farão treinos na cidade de Guanzhou, antes de partir para Pequim, no início de agosto.
Desta vez, Hoyama não conseguiu classificação para o torneio individual. O paulista sofreu uma fratura no tornozelo direito, em outubro do ano passado, e ficou praticamente cinco meses sem treinar, o que atrapalhou seus planos. Mesmo assim, a expectativa de disputar mais uma Olimpíada é grande.
''Vai ser diferente jogar em Pequim, porque na China o tênis de mesa é o primeiro esporte. Já disputei Mundial lá e sei como é, o apoio da torcida, os ginásios sempre cheios'', relata Hoyama. Ele participou de todas as Olimpíadas desde Barcelona, em 1992. Seu melhor resultado foi o nono lugar individual em Atlanta, em 96, quando venceu o sueco Jorgen Persson, um dos melhores do mundo.
O paulista reconhece que será complicado trazer uma medalha de Pequim. ''Olimpíada é sempre muito difícil. É a primeira vez que teremos torneio por equipes em Pequim, antes havia apenas o individual e o de duplas. O ouro será difícil, deve ficar com a China. Prata e bronze também serão complicados, mas vamos tentar. Queremos pelo menos ficar entre os oito primeiros'', explica.
Hoyama ajudou a difundir o tênis de mesa no Brasil, por meio de uma trajetória vitoriosa. Ele é o recordista brasileiro de medalhas de ouro em Jogos Pan-Americanos, com nove subidas ao ponto mais alto do pódio (em Pans, Hoyama também conquistou uma prata e quatro bronzes). Outros feitos internacionais foram o hexacampeonato latino-americano e o bicampeonato da América do Sul.
Mesmo com tantas conquistas, Hoyama não pensa em parar e cogita disputar os Jogos de Londres, em 2012. ''Estou muito focado em Pequim. Pode ser ou não a minha última Olimpíada. Sei que teria condições de competir em Londres, mas ainda vou pensar melhor nisso'', conclui.


