Rio - ''Demiti o Ênio por causa do Pan, sim. É inadmissível usar o Pan-Americano para fazer testes''. As declarações da diretora da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), Hortência Marcari, põem fim as especulações sobre o porquê da demissão na última quinta-feira do então técnico da seleção brasileira feminina de basquete, Ênio Vecchi.
No dia em que a saída de Ênio foi anunciada, Hortência negou que o fiasco da seleção no Pan de Guadalajara, em outubro, tivesse relação com a sua decisão de o afastar. ''Não teve a nada a ver com o Pan'', disse Hortência, ainda na quinta. ''Houve apenas um realinhamento''. Nesta segunda, porém, deu uma nova versão ao comentar a demissão, pouco antes de um evento realizado na sede do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), no Rio de Janeiro.
Hortência conversava em voz alta com alguns amigos, entre os quais o ex-jogador de vôlei Bernard Rajzman e o mesa-tenista Hugo Hoyama, e não notou a presença de repórteres, convidados pelo COB para o lançamento de um programa de assistência a atletas. ''Aquilo me irritou profundamente. Quer fazer testes que os faça lá no Vitória-Basquete/Crece (time dirigido por Ênio na NBB de 2010/11)''.
A contrariedade da diretora estava mais focada na partida em que o Brasil perdeu para a fraca equipe de Porto Rico, na semifinal do Pan-Americano. Com a derrota, restou à seleção disputar e ganhar somente a medalha de bronze no torneio.
Hortência criticou com veemência a opção do técnico de deixar fora do time a ala Iziane durante boa parte do confronto contra Porto Rico. O time de Ênio Vecchi obtivera antes classificação para os Jogos de Londres, em 2012, ao vencer o Pré-Olímpico, na Colômbia.

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