Hóquei de Londrina busca vaga na final do Brasileiro
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quarta-feira, 09 de dezembro de 2015
Lucio Flávio Cruz<br> Reportagem Local
Criada no início do ano, a equipe do Londrina Hóquei Clube está muito perto de garantir vaga na final do Campeonato Brasileiro Feminino de Hóquei sobre a Grama, primeira competição oficial do time. Líder do torneio, as londrinenses precisam de um simples empate na última rodada para chegar a decisão.
O LHC tem 10 pontos e divide a liderança com o Carioca. Após quatro jogos, o time tem três vitórias e um empate. A etapa final acontece nos dias 19 e 20, em Porto Alegre. A equipe londrinense enfrenta o Florianópolis, atual vice-campeão brasileiro, e terceiro colocado com sete pontos, no sábado. A decisão será no domingo.
A técnica Jayne Borin reconhece que a campanha até aqui é surpreendente, mas ressaltou a evolução das atletas, a grande maioria vinda do futsal, apesar do pouco tempo de treinamento. "A primeira etapa foi mais difícil, depois o time cresceu. Houve uma dificuldade na parte técnica, mas o entendimento da questão tática foi muito bom e conseguimos vencer, com bom volume de jogo e consistência", apontou.
Grande parte da evolução se deve a chegada de quatro argentinas ao elenco a partir da segunda etapa. A Argentina é uma das grandes escolas da modalidade e a seleção feminina, conhecida como as "Leonas", foi campeã mundial em 2002 e 2010. Reforçam a equipe as irmãs Victória e Delfina Granatto, além da defensora Meri Lombardini e a da meia Bárbara Schapert. "A qualidade técnica delas é impressionante. Não tem como comparar com nenhuma jogadora brasileira. Elas têm servido como orientadoras em campo e são fundamentais neste processo de disseminação da modalidade", frisou a treinadora londrinense.
Victória, de 24 anos, é de uma família onde as quatro irmãs jogam hóquei. A meia, que defendeu a seleção argentina entre 2010 e 2012, revelou que a experiência no Brasil tem sido muito positiva e destacou o profissionalismo do trabalho realizado em Londrina. "O que falta a elas é a experiência ainda e espero contribuir com isso. Mas, o nível do time que encontrei é melhor do que eu esperava", apontou.
Delfina, de 18, é atacante e revelou que a língua tem sido a principal dificuldade nesta sua primeira experiência no país, mas ressaltou a qualidade do LHC. "Não consigo entender muito as instruções. O nosso time tem um boa condição física e temos condições de chegar a final e sermos campeãs", apontou.
Sobre a possibilidade da conquista do título, Victória, que na Argentina, atua pelo Santa Bárbara, de La Plata, alertou. "Temos potencial. Mas, é preciso cautela para que uma eventual derrota não se transforme em frustração. O trabalho tem pouco tempo e tem outros objetivos a serem alcançados também". "Temos que ter os pés no chão e continuar trabalho firme até lá", ressaltou Jayne Borin.