Chiaki Ishii, Walter Carmona, Aurélio Miguel e Rogério Sampaio. O seleto clube do judô brasileiro ganhou ontem novo membro, após dez anos: o médio Carlos Honorato conquistou o bronze no Mundial de Osaka e se tornou o quinto a ostentar pódios nesse evento e na Olimpíada.
Foi o terceiro bronze no Japão em dois dias, na que já é a melhor campanha do país, em número de medalhas, em 47 anos de Mundiais, empatado com Paris-97 (uma prata e duas bronzes). Na quinta-feira, os meio-pesados Edinanci Silva e Mário Sabino haviam alcançado dois bronzes.
Honorato, 28, que ganhara a prata na Olimpíada de Sydney-2000, ganhou cinco de seus seis combates. O único revés foi para o sul-coreano Hwang Hee-tae, que, mais tarde, conquistou o ouro.
Na repescagem, ele venceu o francês Frederic Demontfaucon, então campeão mundial e bronze olímpico. Para subir ao pódio, superou o canadense Keith Morgan, adversário que o havia derrotado na semifinal do Pan de Santo Domingo, em agosto. O brasileiro levou o bronze na ocasião.
O país acumula 22 insígnias nos dois principais eventos do mundo (12 olímpicas). Se considerado o degrau do pódio, Honorato só fica atrás de Miguel e Sampaio.
Ontem, a meio-médio Vânia Ishii, filha de Chiaki, ficou em quinto lugar e, como Honorato, garantiu vaga para a categoria em Atenas. Flávio Canto e Cristina Sebastião caíram nas fases iniciais.

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