Honorato enfrenta balança antes do Mundial de Judô
PUBLICAÇÃO
sábado, 01 de setembro de 2007
Agência Estado 
São Paulo - O judoca Carlos Honorato pode até não conseguir uma medalha no Mundial do Rio, neste mês. Ainda assim, terá a certeza de que está derrotando uma grande adversária: a tentação de tomar litros de refrigerante e se esbaldar em alimentos calóricos. Maus hábitos cujos reflexos, inevitavelmente, apareceram em seu peso e o tiraram da última competição do mundo, no Cairo (Egito), em 2005, e da seleção permanente, em 2006. Pelo mesmo motivo, também ficou fora da seleção depois de 2000. ''Mas agora eu voltei'', afirma o peso médio (-90 kg).
Às vésperas da competição egípcia, o judoca medalha de prata na Olimpíada de Sydney (2000) e de bronze no Mundial de Osaka (2003) estava seis quilos além do limite de sua categoria. Quando seu corte foi comunicado, não escondeu que adorava tomar Coca-Cola.
Agora, garante que prefere os sucos e toma o refrigerante com rara frequência. ''Estou muito mais controlado. A nutricionista até coloca refrigerante na minha dieta, mas eu evito ao máximo. Ando preferindo suquinhos.'' E garante: seu peso oscila, no máximo, até os 92 quilos.
As consequências foram tão graves para a carreira de Honorato que, desde então, uma psicóloga acompanha seus trabalhos. ''Essa ajuda tem sido fundamental porque tira o estresse, me dá uma linha de raciocínio e evita que detalhes desviem meu foco.''
Honorato voltou à seleção permanente este ano. Participou de etapas de Copa do Mundo, mas acabou fazendo um acordo com a comissão técnica brasileira: ficaria fora do Pan-Americano do Rio para ganhar 50 dias de total dedicação para o Mundial. ''Ter a vaga assegurada me fez manter o foco.''


