Holandeses vivem uma quarta-feira amarga
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 08 de julho de 1998
Agência Estado 
Foi uma quarta-feira de repouso amargo para a Seleção da Holanda. Nem mesmo a linda paisagem que cerca a concentração, em Cap Martin-Roquebrune, serviu para animar técnico e jogadores, que ainda terão que disputar uma partida, no Estádio Parque dos Príncipes, em Paris, no sábado, que definirá o terceiro colocado da Copa do Mundo.
Os holandeses não conseguem engolir a derrota nos pênaltis para o Brasil. O sentimento geral é de uma profunda frustração e de injustiça, onde é difícil encontrar uma razão.
O atacante Ronald de Boer - que errou um dos pênaltis decisivos - interpreta o sentimento de todos, quando diz: É uma sentença difícil de aceitar, diz ele, relembrando o pênalti defendido por Taffarel e que confirmou a vitória brasileira. É uma das mais dolorosas desilusões da minha carreira. É inacreditável que a equipe, que brilhou em todo o Mundial, fique fora da final depois de ter superado o Brasil durante o jogo, acrescentou.
De Boer está procurando forças para não desiludir ainda mais os torcedores no jogo de sábado. Clarence Seedorf é outro que não encontrou palavras para explicar o resultado do jogo contra o Brasil.
A tarefa de explicar o ocorrido, assim como o que pode acontecer no futuro, foi dada, justamente, para o técnico Guus Hiddink, que criou um esquema de jogo ofensivo, merecedor de elogios de todos. Acabou um sonho que estava claro em nosso futebol dentro de campo, mas somos uma equipe ganhadora que honra o futebol em cada partida. É verdade que faltaram Overmars, Numan e Bogarde. Mas os que entraram estiveram à altura dos titulares. O que nos faltou foi a precisão nos chutes, que nos jogos anteriores foi um dos pontos altos. Não aproveitamos as oportunidades criadas, disse o treinador.
Sobre o árbitro, Hiddink não quis falar nada.


