Agência Estado
Os jogadores da Holanda parecem não estar levando muito a sério a preparação para os dois amistosos com o Brasil, o primeiro, sábado, na capital baiana, e o outro, dia 8, em Goiânia. Na noite de terça-feira, eles caíram na folia no Pelourinho, centro histórico de Salvador, ao som dançante do grupo Olodum. O atacante Kluivert, do Barcelona, experimentou vários copos de cerveja brasileira. Horas depois, largou o copo e passou a beber pelo gargalo de garrafas. Assediado por lindas morenas, Kluivert irritou-se com a presença da imprensa. Depois, desviou o assunto. ‘‘Não falo de álcool nem de mulheres.’’ O meio-de-campo Seedorf, do Real Madrid, teve de se entender por meio de gestos com o vendedor de latinhas de cerveja, que cobrava dois dólares pela bebida. O preço para quem falasse português era R$ 1,50.
Ao seu lado, o zagueiro Frank de Boer, rodeado por moças que lhe pediam beijos e autógrafos, dançava de maneira espalhafatosa e a todo instante atingia com os braços outras pessoas na pista. Ontem, antes do treino da seleção holandesa, Frank, do Barcelona, explicou o motivo da visita ao Pelourinho. ‘‘Não fomos lá para ver mulheres, mas para conhecer a música brasileira’’, disse. ‘‘O ritmo é envolvente.’’
Outro jogador de meio-de-campo que se esbaldou na noite baiana foi Cocu, também do Barcelona. Ele argumentou que o calor na Bahia impediu os jogadores de permanecer no hotel. ‘‘Saímos para poder nos aclimatar.’’ Cocu deixou o Pelourinho suando muito e um pouco trôpego.
Por solicitação do Real Madrid, Seedorf vai deixar a seleção holandesa logo após o amistoso de sábado para integrar a sua equipe no jogo com o Valencia, pela Copa do Rei, domingo.

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