Holandesas adoram Curitiba
PUBLICAÇÃO
sábado, 02 de maio de 1998
Especial para a Folha 
Elas estão em Curitiba há oito meses, dizem que já se acostumaram com a cidade e que gostaram muito daqui. O centro, os shoppings e o parque Barigui são unanimidades entre elas como sendo os melhores lugares de Curitiba. Reclamam da falta de verde na cidade, mas dizem estar encantadas com a torcida paranaense. Erna Brickman e Cintha Boersma são holandesas e titulares do time Rexona/Paraná, ambas jogam no meio de rede e estão entre as melhores jogadoras do mundo. Numa conversa informal depois de um treino estafante, Erna e Cintha conversaram um pouco com a Folha. Simpáticas e sempre sorridentes elas falam de saudade, do Brasil e da vontade de ser campeãs brasileira de vôlei.
Cintha Boersma nasceu em Amsterdã no 1º de maio de 1969. Ela tem 1,82m de altura, é loira e tem um belo par de olhos azuis. Titular da seleção holandesa, já jogou na Itália onde deixou seu namorado. Falando fluentemente o português ela diz que acha o idioma parecido com o italiano e por isso não teve dificuldades em aprender a língua.
Sobre o Brasil ela diz que gosta muito daqui, especialmente do povo. Curitiba também recebe elogios principalmente pela pouca violência e pelo belo centro. A Ilha do Mel, no litoral do estado, mereceu grandes elogios. Feijão com arroz, buffet de sorvetes e bolo de côco são os pratos prediletos encontrados por ela aqui.
Erna Brinkman nasceu em Sneek, na Holanda, no dia 25 de março de 1972. Tem 1,84m de altura e é titular na seleção Holandesa e também no Rexona/Paraná jogando no meio.
Cabelos castanhos, olhos azuis, exibe muita beleza e graça tanto na quadra quanto fora dela. Saudosa da família não vê a hora de reencontrar seus pais e amigos. O que mais gosta em Curitiba é o trânsito fácil. Fala bem do centro e do Parque Barigui. Mas quando lembra da Ilha do Mel é que ela se deslumbra. O prato predileto encontrado no Brasil é o empadão de frango com palmito.
Uma das coisas que mais a emociona e difere de seu país é o tamanho dos ginásios onde joga e do apoio da torcida. Erna chega a se arrepiar ao falar do carinho que recebe vindo das arquibancadas. Ela diz gostar de tudo, dos gritos de guerra, das coreografias e confessa que não tem vontade de voltar a jogar na Holanda.


