Imagem ilustrativa da imagem HOLANDA X MÉXICO



Dirk Klaas-Jan Huntelaar. É o nome do herói da Laranja Mecânica versão 2014, que substituiu Van Persie quando restavam 14 minutos para o fim, e o México ainda vencia por 1 a 0. E se a Holanda, mesmo sem jogar bem, fez de tudo para evitar a derrota após ficar em desvantagem, o adversário foi sobretudo covarde, pondo o time inteiro para trás, aceitando a pressão, cavando assim a própria cova. Não seria exagero afirmar que Robben, mais uma vez, também acabou como destaque, pela sua insistência em furar o bloqueio azteca.
A Holanda começou tentando pôr em prática a sua habitual estratégia, de fechar com eficiência a defesa, com volantes reforçando a marcação, deixando para os craques - Sneijder, Van Persie e Robben - a tarefa de decidir. O time tinha o domínio, mas o problema é que jogava num ritmo excessivamente lento, por causa do forte calor. E o México, quando recuperava a bola, saía em velocidade e era a equipe que criava efetivamente as melhores oportunidades.
A Laranja recomeçou devagar e tomou um gol logo aos três minutos, num belo chute longo de Giovani dos Santos, e as duas seleções foram obrigadas a mudar radicalmente a postura: a Holanda saiu inteira em busca do empate, e o México, pelo contrário, recuou demais, para segurar o resultado. Não deu para entender.
Após pelo menos quatro grandes defesas de Ochoa, mais uma vez iluminado, Sneijder apanhou passe de cabeça de Huntelaar e bateu forte da entrada da área sem chance para o goleiro: 1 a 1. Nos acréscimos, Robben entortou Rafa Márquez e sofreu pênalti. Huntelaar cobrou e estabeleceu a virada: 2 a 1. Ontem a estratégia da Laranja falhou. A defesa e os volantes permitiram que o México ameaçasse, Sneijder só apareceu no gol, e Van Persie não compareceu.
Mas Robben tem brilho próprio, e Huntelaar estava abençoado. Mas ficou novamente evidente que é muito complicado segurar a Laranja com vantagem mínima no placar.


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