Hoje eu falo menos e jogo mais
Ao final do coletivo de sexta-feira, o técnico Varlei de Carvalho elegeu Alaor como o principal personagem do treino. Além de marcar os três gols da vitória dos titulares, o atacante mostrou um entrosamento quase perfeito ao lado de Mauro, outro artilheiro que se impõe nas jogadas de área. Quero agarrar a chance e provar que tenho futebol para me manter como titular. Só que eu nunca reivindicaria a posição no grito. Fiquei na reserva e não reclamei. Seria um desrespeito aos meus companheiros, especialmente ao Rogério, disse Alaor.
No último coletivo da semana, Alaor se movimentou muito no ataque. Às vezes, recuava para atrair a zaga, mas, quando era preciso, esteve sempre na área para tabelar ou completar os passes e cruzamentos, que, invariavelmente, saíam dos pés dos laterais Marquinhos Capixaba e Da Guia ou do meia Édson Vieira. Sem falsa modéstia, me considero um centroavante tradicional, desses que estão sempre lá na área na hora das finalizações, explica o novo matador do esquema de Varlei de Carvalho.
Na estréia do Londrina diante do Remo, Alaor manda um recado aos torcedores. A galera sempre esteve no coração. Espero que todos me dêem o mesmo incentivo daqueles tempos em que vesti a camisa do Londrina. Acima de tudo, torço pelo meu clube. Sinto um carinho especial pela minha cidade, diz, prometendo apenas uma coisa: dedicação. Já fui de prometer gols, mas mudei meu jeito. Se os gols não saem, podem pegar no teu pé. Adotei um estilo mais discreto. Prefiro falar menos e jogar mais.
Apesar de tudo, Alaor avisa que, se marcar pelo menos um gol, pretende comemorar na pista do Estádio do Café. De braços levantados para a torcida. Ah, isso eu faria. Seria um reencontro legal, afirma. Comecei aqui, voltei pela terceira vez e, se depender de mim, não saio mais.
Em 1982, Alaor iniciou a carreira na escolinha de futebol do Londrina e atuou em todas as categorias do clube. Profissionalizou-se em 88. Em 90, foi embora e retornou em 92 para ajudar o time a conquistar o título paranaense. Saiu de novo e voltou em 95, marcando 21 gols no campeonato regional. Nosso técnico era o Varlei. Vivi uma de minhas melhores fases, lembra. Ainda em 95, participou da Série B do Brasileiro pelo Londrina. Na metade do campeonato, transferiu-se para o Criciúma para disputar a Série A. No ano passado, esteve no Coritiba, emprestado pela equipe coreana do Sumsung.Marcos BorgesPalavra de artilheiroAlaor no coletivo de sexta: Quero agarrar a chance e provar que tenho futebol para ser titularNelson Cilo





