Cianorte - O presidente do Cianorte, Marcos Frazatto, sentado no chão consolando o filho que chorava. O abatimento mudando a fisionomia do gerente de futebol do clube, Adir Kirst. Esse era o panorama no vestiário do time após a derrota para o Mogi Mirim. Mais do que a dor da derrota, a dor de uma grande chance de mudar, de dar um salto no futebol estadual sendo desperdiçada.
O interior do Paraná não tem um representante em uma divisão brasileira que não seja a que última desde 2005, quando o Londrina disputou a Série C. O Cianorte, com o acesso, ocuparia esse posto que foi do Tubarão de quarta força do Estado e de quebra garantiria calendário cheio por no mínimo mais duas temporadas.
''Hoje é um dia de dor. A gente queria muito (o acesso)'', desabafou Kirst. ''Perdemos a grande oportunidade (de mudar de patamar). Estou muito machucado. A vida, infelizmente, premia somente quem vence. Queríamos muito subir para sair de onde estamos e sermos a quarta força, com todo o respeito aos demais. Mas não foi possível'', completou.
A partir de hoje, o time começa a definir o futuro. Calcular o prejuízo da perda do acesso, ver quem fica e quem sai e planejar novamente 2013 como os demais times do interior, que precisam dar a vida no Estadual para o ano não acabar em maio.
O técnico Paulo Turra tem contrato até o fim de 2013 e quer ficar. Aos 38 anos, o ex-zagueiro do Palmeiras e Grêmio, via no acesso do Cianorte a grande conquista da carreira. Porém... ''Minha carreira ainda é curta, mas foi o dia mais triste que tive'', confessou. ''Mas vou fazer o quê? Me jogar de uma ponte? A vida continua'', completou.
Turra também lembrou da trajetória do Cianorte para manter o ânimo para buscar tudo de novo. ''Um clube que tem 10 anos e tem uma história dessas temos que enaltecer. Mas como técnico, boa campanha somente não serve''. (T.M.)

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