''Parabéns, filhão!''. A frase não sai da cabeça de um casal sessentão de Londrina. A sergipana de Pedra Mole, Laudicéia de Souza, 62 anos, e o paulista de Araraquara, José de Souza, 61, ainda não puderam cumprimentar seu filho mais famoso depois do feito mais desejado pelos jogadores de todos os clubes do mundo: vencer Mundial Interclubes.
''Ele tinha prometido me ligar depois do jogo. Mas com tanta festa...A gente pode esperar mais um pouquinho'', lembra dona Célia, como ficou conhecida a mãe de Élber na Vila Ricardo, bairro pobre da zona leste de Londrina.
O pai, seo José, menos exigente e mais comedido, já parece mais habituado em ter um filho que coleciona títulos, dólares e fama. ''Era um sonho dele. Tá realizado. Mas a vida dele vai continuar corrida. Sem tempo para os filhos e para nós. Mas, sei que ele nunca esquece da gente. No Natal, ele está aí'', diz, compreensivo, o ex-porteiro, que hoje vive em um amplo apartamento na área central de Londrina.
Venceram as dificuldades da vida, mas continuam simples ao analisar as pessoas pelo que são não pelo que tem. Falam do zagueiro ganês Samuel Kuffour, 25 anos, como se o astro africano fosse um simples vizinho da Vila Ricardo. ''Ele é um rapaz bom. Também veio de família humilde. É um grande amigo do Élber'', lembra o pai.

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