Hoje adversário político do Palácio Iguaçu, Giovani Gionédis já foi considerado pelos colegas de primeiro escalão o secretário mais poderoso do governo Jaime Lerner (PFL). Além de ter as chaves dos cofres do Estado nas mãos, tinha ótimo trânsito entre os deputados estaduais. Gionédis foi demitido da Secretaria da Fazenda em novembro do ano passado, durante uma mini-reforma administrativa costurada pelo governador Jaime Lerner (PFL). A demissão veio um mês depois da privatização do Banestado (comprado pelo Itaú), comandada pelo então secretário.
Gionédis, 46 anos, é formado em Direito. Logo que deixou a cúpula do governo, passou a dedicar-se ao escritório de advocacia da família, em Curitiba. Nos últimos meses, tem trabalhado em tempo integral nos bastidores, contra a privatização da Companhia Paranaense de Energia (Copel). Gionédis é presidente estadual do Partido Social Cristão (PSC), e desponta como nome natural da legenda para concorrer à sucessão do governador, no ano que vem. Homem de confiança de Lerner, de quem era amigo, participou do departamento jurídico das duas campanhas de Lerner ao governo do Estado, em 1994 e 1998.

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