São Paulo - A primeira expulsão de Neymar como profissional veio cercada de polêmicas. Acusado de agressão sem bola e ofensa ao árbitro na súmula, a revelação santista prejudicou o time em um momento crucial na derrota por 4 a 3 para o Palmeiras. Seu prestígio, porém, vai evitar maiores consequências após o ato impensado.
Defendido pelos colegas e aplaudido pela torcida ao deixar o gramado no clássico, Neymar também ganhou um afago do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) de São Paulo. ''É um jogador diferenciado, não se pode pegar tão pesado como a imprensa está fazendo'', defende o procurador Antônio Carlos Meccia. ''Temos de ser ponderados, o garoto está começando e isso pode prejudicar a carreira dele.''
Na súmula da partida, o árbitro Antonio Rogério Prado relatou que Neymar desferiu ''um pontapé atingindo por trás as pernas de seu adversário'' após a disputa de bola. Depois de expulsou, segundo o juiz, o jovem atacante ''proferiu as seguintes palavras: 'vai tomar no c..., p...'.''
Com isso, o camisa 17 do Santos pode ser denunciado por jogada violenta e atitude contrária à ética esportiva (despeitar um membro da comissão de arbitragem). Cada artigo prevê punição que pode variar de um a seis jogos de gancho.
''Se fosse com outro jogador seria diferente. Mas como é com o Neymar, ganhou esta repercussão'', diz Meccia. ''É um expoente da nova geração, tem um grande futuro na seleção e temos de ir com calma.''
As imagens da partida estão sendo investigadas e até esta quarta-feira o Tribunal receberá a denúncia. ''Se for o caso, ele será denunciado'', lembra o procurador do TJD. O julgamento na entidade, caso ocorra, acontecerá na próxima segunda-feira.

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