Histórico em mata-matas preocupa São Paulo
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terça-feira, 29 de abril de 2008
Agência Estado 
São Paulo - Daqui para a frente, tudo vai ser diferente. Depois de sofrer para se chegar às oitavas-de-final da Libertadores, o São Paulo tenta colocar em prática o trecho da canção de Roberto Carlos a partir de hoje, às 22 horas, quando inicia o mata-mata contra o Nacional, no acanhado Estádio Parque Central, em Montevidéu, no Uruguai.
O São Paulo sempre se apresenta como uma equipe de decisão, e agora terá de provar. Mas o histórico não é tão positivo assim. Desde que o técnico Muricy Ramalho desembarcou novamente no Morumbi, em 2006, o time se deparou com esta situação em 11 oportunidades. Falhou em seis. A última queda em mata-mata foi na semifinal do Paulistão deste ano, para o Palmeiras.
Antes disso, com o treinador, o São Paulo já havia sido eliminado por Millonarios (nas quartas-de-final da Copa Sul-Americana), Grêmio (oitavas-de-final da Libertadores) e pelo São Caetano (semifinal do Paulista), todos no ano passado, além de perder o título da Recopa para o Boca Juniors e da Libertadores para o Inter em 2006.
''Claro que temos condições de avançar e brigar pelo título, mas temos que jogar mais do que fizemos até agora. Vamos ver no campo se as coisas se acertam'', analisou o goleiro Rogério Ceni, que completa 800 jogos pelo clube no Uruguai. ''Se não tivermos pegada, seremos atropelados.''
O presidente Juvenal Juvêncio demonstra um pouco mais de confiança. E mesmo sem mais reforços - apenas Jancarlos foi inscrito no lugar de Carlos Alberto -, aposta no São Paulo. ''O ir e vir me agrada. Sei das dificuldades que vamos enfrentar, mas eu confio neste grupo, estou otimista.''
Já o meia Jorge Wagner fez questão de lembrar que o São Paulo não pode pensar apenas no jogo em Montevidéu. E usou o velho e batido discurso de que se trata de um ''jogo de 180 minutos''. ''Sabemos que não vamos definir nossa classificação neste primeiro jogo. Temos que ter consciência disso e jogar com inteligência lá (no Uruguai). A decisão será aqui no Morumbi.''
O confronto entre São Paulo e Nacional irá reunir nada menos que seis conquistas continentais em campo. Os uruguaios foram campeões em 1971, 1980 e 1988, enquanto os brasileiros levantaram o troféu em 1992, 1993 e 2005.
EM MONTEVIDÉU
Nacional-URU
Viera; Caballero, Victorino, Barone e Romero; Cardaccio (Bertolo), Oscar Morales, Arismendi e Liguera; Richard Morales e Fornaroli. Técnico: Gerardo Pelusso
São Paulo
Rogério Ceni; Zé Luiz, Alex Silva e Miranda; Jancarlos (Éder), Hernanes, Richarlyson, Éder Luis e Jorge Wagner; Borges e Adriano. Técnico: Muricy Ramalho
Árbitro: Rubén Selman (CHI)
Estádio: Parque Central
Horário: 22 horas


