São Paulo - A Espanha alcançou marcas históricas ao vencer a Itália por 4 a 0, no Estádio Olímpico de Kiev, na Ucrânia, e vencer a Eurocopa pela terceira vez - a segunda consecutiva. É a primeira vez que uma seleção ganha duas edições seguidas do torneio. Outro feito inédito conquistado pelos espanhóis foi a sequência de duas Euros (2008 e 2012), intercalada por um Mundial (2010). Nenhum país havia conseguido tal marca.
Além destes números, a Espanha alcançou a Alemanha no topo da lista dos maiores campeões continentais. Cada equipe possui três troféus da competição europeia. Para a Itália, sobrou a consolação de disputar a Copa dos Confederações no Brasil, no próximo ano.
A Itália chutou a mesma quantidade de vezes ao gol do que a Espanha. Os italianos foram além. Superaram a tão temida e comentada posse de bola espanhola: 52%. Mas quem foi para o vestiário com 2 a 0 no placar foi a seleção ibérica.
Aos 13 minutos, Iniesta serviu Fábregas na linha de fundo. Ele cruzou na cabeça de Davi Silva (1,70 m). Livre, ele teve apenas o trabalho de empurrar a bola para a meta vazia.
Antes, Xavi já havia tabelado com Fábregas e assustado Buffon. No entanto, a conclusão saiu por cima do gol italiano.
A Itália apostou todas suas fichas na dupla de ataque formada por Cassano e Balotelli. Mas a defesa espanhola neutralizou suas investidas. Pior para os italianos foi o contragolpe iniciado por Xavi que resultou em um belo passe para o lateral esquerdo Alba.
O recém-contratado do Braça recebeu sozinho e bateu na saída de Buffon, aos 40 minutos.
No segundo tempo, o técnico italiano Cesare Prandelli, que já havia feito uma alteração na etapa inicial por contusão, apostou em Di Natale e Thiago Motta. O ítalo-brasileiro, porém, ficou apenas três minutos em campo. Sentiu a parte posterior da coxa e deixou a seleção com dez jogadores por cerca de meia hora.
A Espanha, por sua vez, ainda pediu um pênalti em uma bola que bateu no braço de Bonucci dentro da área. O árbitro português Pedro Proença nada assinalou.
Quando ainda eram 11 contra 11, Di Natale perdeu uma chance incrível cara a cara com Cassilas. O arqueiro espanhol impediu o primeiro tento italiano na final.
Aos 38 minutos, Torres, que entrou aos 29, finalizou na saída do arqueiro rival e fez o terceiro tento da Espanha. Quatro minutos depois, Mata fechou o placar em Kiev.




EM KIEV

Espanha 4

Casillas, Arbeloa, Sergio Ramos, Piqué, e Jordi Alba; Busquets, Xabi Alonso, Xavi e Iniesta (Juan Mata); David Silva (Pedro) e Fábregas (Fernando Torres). Técnico: Vicente Del Bosque

Itália 0

Buffon, Abate, Bonucci, Barzagli e Chiellini (Balzaretti); De Rossi, Pirlo, Marchisio e Montolivo (Thiago Motta); Balotelli e Cassano (Di Natale). Técnico: Cesare Prandelli

Árbitro: Pedro Proença (POR)
Estádio: Olímpico
Gols: David Silva, aos 13, e Jordi Alba, aos 40 minutos do 1º tempo; Fernando Torres, aos 38, e Juan Mata, aos 43 minutos do 2º tempo

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