Rio – A surpreendente recuperação do Vasco, com apenas uma derrota nos últimos 15 jogos, não foi o bastante. Dono da pior campanha no primeiro turno, com apenas 13 pontos, o time carioca empatou ontem sem gols com o Coritiba, no estádio Couto Pereira, em Curitiba, e está rebaixado pela terceira vez na história no Campeonato Brasileiro. Os paranaenses, que corriam risco pequeno, escaparam da degola.
Além de não ter feito a parte que lhe cabia, o Vasco ainda viu o rival Fluminense ser derrotado pelo Figueirense, adversário direto na luta contra a queda. Com 41 pontos, os cariocas terminaram o campeonato na 18ª posição e disputarão a Série B em 2016. Assim como no ano anterior, o Coritiba se livrou da queda, com 44 pontos, em 15º.
O rebaixamento vascaíno ocorreu em um jogo sem graça, principalmente no primeiro tempo. Foram apenas dois lances perigosos, um para cada lado. No segundo, o técnico Jorginho avançou a equipe com a entrada dos atacantes Leandrão e Rafael Silva, o que deu ânimo a mais.
Porém, o gramado estava cheio de poças devido às fortes chuvas e os jogadores tinham dificuldades para avançar com a bola. Com o gol do Figueirense e já sem chances, o Vasco desistiu da partida e apenas aguardou o apito final.
Após o jogo, os torcedores do Vasco presentes no Couto Pereira aplaudiram os jogadores, mesmo com o resultado. O sentimento de respeito pela equipe foi o mesmo do técnico Jorginho, que, em entrevista coletiva após a partida, agradeceu o empenho dos comandados. "Acredito muito que com um olhar se diz muita coisa e vi no olhar dos meus atletas a entrega, a confiança, e não tinha o que fazer de diferente."
Com a voz embargada, Jorginho preferiu não culpar a falta de pontos antes da chegada dele à equipe de São Januário, mas enaltecer o próprio trabalho e o dos jogadores. "Procuramos fazer tudo aquilo que estava dentro das possibilidades e algumas noites consegui dormir, mas em muitas noites, não. Entreguei a minha vida, tudo o que tinha de conhecimento, de futebol, tudo o que acumulei de experiência e não faria nada diferente", afirmou, com algumas interrupções para engolir o choro.

Imagem ilustrativa da imagem HISTÓRIA SE REPETE - Fado carioca
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