São Paulo - Depois de sete anos de preparação, a China deu início oficial aos Jogos Olímpicos de Pequim-2008 ontem, no Estádio Nacional, mais conhecido como Ninho do Pássaro. A cerimônia de abertura misturou superstição, segurança e tecnologia com a cultura tradicional do país.
A cerimônia começou com uma grande queima de fogos e uma contagem regressiva, mostrada no centro do estádio por meio de um mosaico de luzes. Na sequência, percussionistas tocaram tambor enquanto falavam a frase do pensador Confúcio ''Amigos vieram de tão longe, estamos muito felizes''.
A cerimônia prosseguiu com uma queima de fogos que cruzou Pequim, partindo da Cidade Proibida até o Ninho do Pássaro, representando os passos da caminhada dos atletas até os Jogos Olímpicos.
Durante a cerimônia, os chineses mostraram as fases de sua história, pulando da China Imperial para a China Moderna. Também tiveram destaque invenções do país como a pólvora, o papel, a impressão e a bússola. Tudo repleto de cores, coreografias e muita tecnologia.
O desfile das 204 delegações começou em seguida. O número inicial era de 205, mas Brunei ficou de fora por não ter inscrito nenhum atleta. A entrada dos países aconteceu de acordo com o alfabeto chinês, com exceção da Grécia, que, pela tradição, é a primeira a desfilar, por ser o berço dos Jogos Olímpicos.
O Brasil foi a 39 delegação a desfilar. O porta-bandeira brasileiro foi o velejador Robert Scheidt, dono de três medalhas olímpicas.
O momento mais aguardado da cerimônia foi a entrada do ex-ginasta chinês Li Ning, que teve a honra de ser o último a carregar a tocha olímpica.
Ning é o ginasta mais importante da história chinesa, tendo conquistado seis medalhas em Los Angeles-1984, três delas de ouro. Atualmente, ele dirige uma companhia de material esportivo. Li Ning foi alçado ao ar como se estivesse flutuando, deu uma volta no estádio correndo próximo à parede e acendeu a pira olímpica através de um sistema.

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