História joga contra o Palmeiras
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quarta-feira, 05 de setembro de 2012
Rafael Reis e Rafael Valente <br> Folhapress 
São Paulo - O palmeirense mais apegado aos números tem um motivo adicional para se preocupar, além da difícil fase enfrentada pelo time dentro de campo. Com 21 jogos no Campeonato Brasileiro e na zona de rebaixamento, o clube passa a jogar contra um retrospecto nada favorável na história do Nacional a partir de 2006.
Foi naquele ano que a fórmula atual - com 20 clubes e quatro rebaixados - passou a vigorar. Desde então ao menos metade das equipes que estavam na zona de rebaixamento até a 21 rodada confirmaram a queda no final da disputa.
Os piores anos foram em 2006 e 2011, quando três dos quatro clubes na zona de degola até aquela rodada caíram ao término da competição. O lanterna sempre foi rebaixado, a única exceção foi o Fluminense em 2009, quando teve uma das arrancadas mais difíceis do campeonato.
A vida dos que escaparam também não foi nada gloriosa. Apenas três equipes conseguiram deixar a zona da degola e conquistar uma vaga na Copa Sul-Americana - torneio do segundo escalão do continente, mesmo dando vaga à Libertadores para o campeão.
Para o Palmeiras, a situação é mais complicada se considerar o retrospecto nos últimos dez jogos. A equipe somou sete pontos e tem o mesmo desempenho de Sport e Figueirense, ambos na zona da degola - o time catarinense é o lanterna.
O clube, que enfrenta o Sport hoje (às 21h), em confronto direto entre dois times de dentro da zona de rebaixamento, iniciou a 22 rodada a cinco pontos da primeira equipe fora do grupo do descenso, o Coritiba.
O Atlético-GO, também ente os últimos, somou 11.
Considerando as campanhas de 2006 para cá, o Palmeiras precisaria de pelo menos 46 pontos para evitar com tranquilidade o rebaixamento. Em 2009, o Coritiba, último rebaixado, fez 45 e é o clube que ''ostenta'' a melhor campanha entre os rebaixados.
Para alcançar essa pontuação, o Palmeiras tem vencer todos os jogos como mandante (oito, no total) e conquistar cinco pontos como visitante (são nove jogos).
Secando
O atacante Luan assumiu ontem que está secando os adversários na disputa para permanecer na Série A do Brasileiro. ''A gente torce sim para que as equipes que estão mais em cima tenham resultados ruins. Mas temos que primeiro fazer a nossa parte'', falou o jogador, que atuará ao lado de Obina, substituto de Barcos, convocado para seleção argentina. No meio, Tiago Real ganhará a primeira oportunidade como titular.
No Sport, Waldemar Lemos, que está à frente da equipe há três semanas, aposta no retrospecto positivo (foram dois empates e uma vitória) para consolidar a reação do grupo.
O comandante, no entanto, enfrenta alguns problemas. Uma das maiores dificuldades para a escalação dos titulares será o setor defensivo. Bruno Aguiar, por exemplo, poderá ser aproveitado tanto na zaga quanto na lateral direita. A lateral esquerda pode ser preenchida por Willian Rocha ou Renê.
EM SÃO PAULO
Palmeiras
Bruno; Artur, Thiago Heleno, Maurício Ramos e Juninho; Henrique, João Vitor, Tiago Real e Valdivia; Luan e Obina. Técnico: Luiz Felipe Scolari
Sport
Magrão; Renato, Bruno Aguiar, Diego Ivo e Willian Rocha; Tobi, Rivaldo, Moacir e Hugo; Gilsinho e Felipe Azevedo. Técnico: Waldemar Lemos
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Estádio: Pacaembu
Horário: 21 horas


