Ed Carlos Rocha
O velho Joaquim Américo está de cara nova, corpo novo e alma nova. Do estádio inaugurado no dia 6 de junho de 1914, entre o Internacional - que depois, em 1924, se fundiu com o América para surgir então o Atlético - e o Flamengo (RJ), só sobrou o nome e as lembranças de conquistas alcançadas.
O Joaquim Américo (nome do presidente do Internacional), também conhecido com ‘‘Caldeirão do Diabo’’ e ‘‘Baixada’’, foi sempre alvo de mudanças e reformas em sua história. Foi construído em 1914 com arquibancada de madeira em parte do estádio. Em 1939, houve a primeira reforma, que teve caráter de ineditismo na época. A arquibancada de madeira foi substituída por concreto, deixando o Joaquim Américo mais seguro. Em 67, a arquibancada de concreto foi estendida a todo o estádio. Em 1980, a Baixada recebeu iluminação artificial.
A partir de 1985, o Atlético passou a mandar seus jogos no Pinheirão por meio de um contrato com a Federação Paranaense de Futebol. Devido a conflitos com a FPF, o Atlético voltou para a Baixada em 1994, quando o estádio já estava passando por nova reforma, com a arquibancada de concreto sendo demolida para dar lugar a novas estruturas.
Em 1996, com a subida do rubro-negro para a primeira divisão do Brasileiro, o Joaquim Américo teve que ter a capacidade aumentada com a colocação de arquibancadas metálicas, passando de cerca de 22 mil lugares para mais de 30 mil. O recorde de público aconteceu neste ano, no jogo em que o rubro-nebro venceu o Atlético (MG) por 1 a 0 pelas semifinais do Brasileiro (28.039 pagantes). No final de 97 o estádio foi definitivamente demolido para a construção da Arena.

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