Hill vence e Diniz é quinto em corrida com acidentes e ofensas
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domingo, 30 de agosto de 1998
Agência Estado 
France PresseCrashCarros destruídos após a largada sob chuva em Spa-Francorchamps: Diniz pontuou pela quarta vez na carreira e Barrichello, com cotovelo inchado, não relargou Talvez só quando conquistou o título de 1996, com uma vitória em Suzuka, Damon Hill comemorou tanto uma conquista como a de ontem no GP da Bélgica, no circuito de Spa-Francorchamps. Provei que posso vencer por outra equipe que não seja a Williams, afirmou rindo, visivelmente emocionado.
Seu companheiro, Ralf Schumacher, completou a festa da Jordan - que nunca ganhara um GP - ao se classificar em segundo. Jean Alesi, da Sauber, ficou em terceiro. A corrida, disputada sob chuva, foi uma das mais violentas da Fórmula 1, com vários acidentes graves, mas ninguém se feriu. O brasileiro Pedro Paulo Diniz pilotou com enorme competência e acabou em quinto com sua Arrows.
France PresseFim do jejumHill vibra no pódio: Provei que posso vencer por outra equipeParece que o irlandês Eddie Jordan desconfiava que o fim de semana poderia ser especial para a sua organização. Nada menos de 70 funcionários que trabalham na fábrica instalada na Inglaterra acompanharam o GP da Bélgica em Spa, como convidados de Eddie. Seus 70 empregados mais os 45 que normalmente se deslocam a cada corrida assistiram à primeira vitória da Jordan na Fórmula 1. Era a sua 127ª participação no Mundial.
Damon Hill cumpriu a promessa de dar à organização de Eddie Jordan sua primeira vitória na competição. Atravessamos ainda este ano momentos bem difíceis, esses rapazes deram duro para reverter a situação; eles merecem, falou Hill.
Brincando e atendendo a todos com simpatia, o piloto campeão do mundo de 1996 lembrou que, desde que disputou uma temporada inteira na Fórmula 1, em 1993, sempre liderou um GP, no mínimo. Ano passado perdeu a vitória no GP da Hungria na última volta, com uma Arrows, por uma falha do sistema hidráulico. Sobre os muitos acidentes da prova, Damon concordou que a questão deve ser discutida, mas evitou o assunto. É mesmo perigoso demais correr aqui na chuva, eu bati numa Prost (Jarno Trulli), por não vê-la, tive sorte em não danificar o carro. Comentou que é desgastante deslocar-se a uma velocidade de 280 km/h sem saber o que existe pela frente. A prova teve duas largadas. Na primeira, 11 carros ficaram destruídos.
France PresseRelargadaSchumacher e Hakkinen dividem mesma curva: pior para finlandêsConcluir a corrida já é um prêmio, falou Pedro Paulo Diniz, quinto colocado. Nossos mecânicos permaneceram no autódromo até as 2h30 do sábado montando um novo carro para ficar na reserva. Não sobrara nada do titular de Mika Salo, seu parceiro, que se acidentou no sábado. Diniz também esteve no bolo que se formou depois da primeira largada. Parecia que estava naqueles carrinhos de bate-bate, tal a confusão estabelecida.
Foi com o carro reserva, montado às pressas, que pela quarta vez Diniz marca pontos no Mundial. E em um instante importante da carreira, por ser um dos candidatos à vaga que Ralf Schumacher pode deixar em aberto na Jordan.
O trabalho do brasileiro, porém, esteve prejudicado o tempo todo. Larguei com pneus de chuva duros, que conforme já comuniquei à Bridgestone, funcionam bem na McLaren, não no nosso carro. Diniz antecipou seu primeiro pit stop e optou pelos pneus moles. Nessa altura a chuva diminuiu e começaram a aparecer bolhas nos pneus. Com tantas dificuldades, terminar em quinto, comentou, é ao mesmo tempo surpreendente e animador.
Rubens Barrichello não largou da segunda vez. A Stewart deu perda total no seu carro enquanto o reserva estava regulado para Jos Verstappen, o outro piloto da escuderia. Seu braço esquerdo chegou a inchar com a pancada da primeira largada. A destruição do seu carro foi também o motivo que levou Ricardo Rosset a assistir à corrida dos boxes.
O principal lance da corrida, entretanto, foi protagonizado pelo vice-líder do Mundial, Michael Schumacher, e por David Coulthard, da McLaren, o terceiro colocado na temporada. Na 26ª volta, de um total de 44, Schumacher estava em primeiro e preparava-se para dar uma volta sobre David Coulthard, da McLaren, que havia rodado e retornado à pista. Cerca de 250 metros antes da curva Pouhon, sob forte chuva, Schumacher colidiu sua Ferrari contra a traseira do escocês, a uma velocidade aproximada de 220 km/h. Coulthard jurou inocência (


