22 anos depois, a história dá uma nova chance aos candidatos a heróis do Londrina Esporte Clube. A partir de hoje, Rone Dias, Celsinho, Joel, Arthur e cia. se veem diante da oportunidade de integrarem uma seleta lista, que tem, entre outros, Carlos Alberto Garcia e João Neves, autores dos gols que deram os dois últimos títulos estaduais ao Tubarão e que por isso tornaram-se personagens vivos na memória do torcedor alviceleste.
Na tarde de hoje, eles estarão no estádio do Café. Desta vez, apenas na torcida, mas sonhando reviver o que testemunhas dos dois grandes feitos do clube viveram naqueles dias históricos dos anos de 1981 e 1992.
Hoje comentarista, o "Bem Amado" trabalhou em boa parte dos jogos do Tubarão no campeonato e acredita que o Alviceleste é o favorito. "Decisão é um jogo diferente, mas o Londrina está bem melhor que o Maringá. O time reagiu na reta final, individualmente os jogadores cresceram muito e a equipe se encontrou. Estou bastante otimista", analisou o ex-jogador.
Na grande final do estadual de 81, o Londrina foi a Maringá e abriu uma boa vantagem sobre o Grêmio Maringá ao vencer por 3 a 2, no dia 22 de novembro. Sete dias depois, Garcia entrou para a história ao sair do banco de reservas para marcar o gol da vitória por 2 a 1, no Café. Desta vez, os mandos serão invertidos e para o ex-atacante será de suma importância conquistar um boa vantagem neste primeiro encontro.
"É importante vencer hoje, de qualquer jeito, para ter uma vantagem. Seria melhor se fosse o primeiro jogo lá, como em 81. Daquela vez, vencemos lá e depois fomos campeões aqui mesmo sem fazer um bom jogo", relembra o comentarista.

Pressão
Herói da conquista de 92, João Neves surpreendeu ao revelar que preferia ver um time da capital do outro lado ao invés do Maringá. Mas ele explicou. "Vivi aquela experiência de enfrentar o União Bandeirante e é bem complicado, os dois entram com tudo. Se fosse um da capital, às vezes você entra sem a pressão", argumentou o ex-zagueiro.
Para ele, os treinadores também têm papel fundamental neste momento. "Geralmente, uma final entre times do interior não é um jogo bonito de se ver, e quem ganha o jogo é o treinador, sabendo armar o time e colocando as peças no lugar certo. Naquele ano, o treinador (Varlei de Carvalho) fez a diferença", observou Neves, para depois revelar que Claudemir Sturion foi um de seus últimos técnicos, na Platinense, em 1999.
João Neves ainda contou qual jogador ele gostaria que entrasse para a história como autor do gol do título, repetindo o que ele próprio fez em 92, ao marcar o gol da vitória por 1 a 0 sobre o União Bandeirante, no terceiro e decisivo jogo daquela final. "Se fosse para escolher, seria o Gilvan, que é o cara que veste camisa, que se aplica e se encaixa bem no perfil de jogador do Londrina, de muita raça. Para mim, se fosse 1 a 0 lá em Maringá, com um gol do Gilvan, ficaria bastante contente de passar essa bola para ele", encerrou.

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