Às vezes é o talento, o brilho, ou mesmo a sorte. Em outras, a raça, o empenho, a vontade de vencer. Uma luta constante que os torna imprescindíveis. Alguns latino-americanos fizeram o nome com estas qualidades, como o seguro e polêmico Chilavert e seu companheiro na seleção paraguaia, o eficiente zagueiro Gamarra, que só joga limpo. Gamarra foi capaz de disputar quatro partidas sem cometer faltas. O lateral brasileiro Cafu e o volante Dunga merecem igual destaque.
Valentia também não faltou ao Chile - que ainda tinha um ataque talentoso com Salas e Zamorano - e ao México do oportunista atacante Hernandez. Se alguns craques decepcionaram nesta Copa da França, houve também aqueles que fizeram jus à fama, como os brasileiros Ronaldinho e Rivaldo, o craque francês Zidane e o ‘matador’ croata Suker. Mas este Mundial foi especialmente importante para o goleiro Taffarel (pelos pênaltis defendidos contra a Holanda), o volante César Sampaio (bom na marcação e surpreendendo como goleador) e o lateral francês Thuram (que fez os dois gols na virada de seu time sobre a Croácia).
A França certamente foi importatíssima para o jovem atacante inglês Michael Owen, que voltou para casa como a maior revelação da Copa. Owen, 18 anos, o jogador mais novo do competição, compensou sua inexperiência com ousadia e talento. Contra a Argentina, o jovem atacante marcou um dos gols mais bonitos do Mundial.

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