São Paulo - Quando Fernando Prass caminhou para cobrar o quinto pênalti da decisão da Copa do Brasil contra o Santos, nove em cada 10 palmeirenses ficaram com o coração na mão. "Desde quando ele bate pênalti?", perguntavam os torcedores. Mas para quem vê o goleiro trabalhando diariamente na Academia de Futebol, a novidade não causou tanta estranheza assim. E o curioso é que ele só tem a capacidade para bater bem na bola por causa de uma lesão sofrida ainda no início da carreira.
Quando estava na base do Grêmio, Fernando Prass sofreu uma contusão que o obrigou a ficar sem treinar por alguns meses. Incomodado com o ócio, começou a brincar de chutar a bola com o pé esquerdo. E foi ficando bom nisso.
Recuperado da contusão, ele passou a treinar bastante o fundamento. E desde então faz o trabalho especial de chutes e reposição de bola com os dois pés. "Goleiro precisa ter uma noção básica com o pé, porque muitas vezes o zagueiro recua a bola e você tem de se virar para tirar ela da sua área", explicou o herói alviverde.
Diversas vezes, após os treinamentos, ele treina cobranças de falta e pênalti com outros jogadores. O aproveitamento é bom, mas a diversão com amigos nunca foi tratada como uma arma para ser usada em alguns jogos. Isso até a última quarta-feira, quando o técnico Marcelo Oliveira "iniciou" a carreira de Fernando Prass como goleiro-artilheiro.
"Ele treina direto e, quando foi para os pênaltis, senti que dava para confiar nele. O Dudu e o Robinho estavam muito desgastados, assim como outros jogadores, por isso optei por ele", explicou o treinador, que só ficou na dúvida se Fernando Prass abriria ou encerraria as cobranças.
Nesta quinta-feira, o goleiro teve um dia de estrela e pai de família. Horas depois de ter pego um pênalti e convertido outro na decisão, esteve em dois programas de tevê com a cabeça raspada, como pagamento de uma promessa. Depois, foi curtir o raro momento de paz com a família.

FUTURO

Com a vaga na Libertadores garantida, aumentam consideravelmente as chances de reforços de peso chegarem ao clube para a próxima temporada. A ideia é contratar pelo menos dois jogadores de nome para qualificar o elenco.
Sobre possíveis estrelas que podem chegar, alguns nomes são comentados no clube. Everton Ribeiro é um sonho do diretor de futebol Alexandre Mattos, desde que ele chegou ao Palmeiras, no início do ano. Outros dois nomes também comentados são Ricardo Goulart e Conca. O trio ganha salários elevados, mas estariam dentro do que a diretoria pensa em nome de peso para a Libertadores.

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