São Paulo - Autor do golaço que deu a vitória sobre o XV de Piracicaba, quarta-feira à noite, o volante França deixou o campo de treino chorando no CT do Palmeiras na tarde de ontem. O jogador torceu o tornozelo direito em uma dividida com o atacante Diogo em treino técnico com o campo reduzido.
Ainda não há noção quanto à gravidade da lesão.
Minutos antes, França mostrava muita alegria com o bom momento e o o gol que ele considera o mais bonito de sua carreira.
Após um ano sem atuar, em decorrência de uma tuberculose e a não-adaptação ao Hannover, da Alemanha, o jogador começou a mostrar, na quarta, que tem mais a exibir do que as 25 tatuagens que carrega pelo corpo.
"Foi um ano bem complicado para mim, o que passou. Fiquei muito trise, me abati um pouco, mas fui juntando forças e as coisas começam a caminha no Palmeiras", disse o jogador, em entrevista coletiva.
Contratado do Criciúma, o volante nem jogou pelo clube alemão Hannover. Chegou à Alemanha tossindo e com febre, sintomas que logo foram diagnosticados como tuberculose. "O diagnóstico veio horas antes do jogo que seria minha estreia", conta o jogador.
A chegada ao Palmeiras é vista por França como um recomeço. Resta saber se a lesão no tornozelo não vai impedir que essa recuperação aconteça logo. França tem contrato com o Palmeiras até o fim do ano. "Eu sabia que haveria desconfiança, pelo tempo que fiquei sem jogar. E o único jeito de passar por cima dessa desconfiança, é jogando", diz. "Vi que até o (técnico Gilson) Kleina me cornetou, dizendo que driblar e fazer golaços não era minha característica".

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