Herói, Maurílio quer ficar no Paraná
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 21 de novembro de 2002
Luiz Claudio Oliveira<br> Equipe da Folha 
Curitiba Maurílio é tratado como herói pela torcida e pela diretoria do Paraná Clube. Não poderia ser diferente, afinal fez quase 40% dos gols da equipe neste Brasileirão, inclusive os dois no empate com o Figueirense que garantiram a permanência do time na Série A. Por tudo isso ele se diz feliz e garante que quer ficar em Curitiba em 2003, mas, humilde, faz uma ressalva: ''Todos trabalharam no time, não foi uma pessoa só, cada um teve sua parcela, até mesmo os jogadores que só treinaram e não entraram em campo''.
Desde o início da carreira, os números são totalmente favoráveis. Nascido em Brasília, em 28 de dezembro de 1969, Cléverson Maurílio Silva iniciou-se profissionalmente no Paraná Clube em 1990 e já na primeira partida fez um gol no 9 de Julho, de Cornélio Procópio, pelo Campeonato Paranaense. De lá até hoje foram nada menos que 219 jogos vestindo a camisa do Tricolor paranaense e 54 gols marcados. ''Sempre fui mais de servir, de passar a bola para os outros marcarem, agora é que assumi essa responsabilidade de marcar gols'', afirma.
Foi campeão paranaense apenas uma vez, em 1991, mas tem uma vasta coleção de títulos. Foi campeão brasileiro da Segunda Divisão pelo Paraná CLube, em 92, e se transferiu para o Palmeiras onde foi bicampeão brasileiro e paulista em 93/94 e campeão do Torneio Rio-São Paulo. A memória hoje é uma mistura de alívio e tortura para os palmeirenses, mas no time daquela época tinha, entre outros, Rivaldo, Evair e César Sampaio.
Em 96, Maurílio foi para a Europa e foi vice-campeão espanhol da Segunda Divisão pelo LogroÀes. Retornou ao Brasil e passou pelo Goiás, Santa Cruz, Juventude, Grêmio e Ponte Preta até que, ao voltar ao Juventude, em 1999, conquistou a Copa do Brasil. Em 2001 retornou ao Paraná Clube e foi duas vezes vice-campeão paranaense.
Pelo que mostrou neste Brasileirão marcou 14 gols , Maurílio está mais maduro e na véspera de completar 33 anos é cobiçado também pelos torcedores do Atlético e do Coritiba. Ele tem contrato até março do ano que vem e diz que quer permanecer em Curitiba, de preferência no Paraná Clube, mas não descarta uma possível mudança, desde que a proposta seja vantajosa. Um dos motivos dele querer se fixar é a gravidez de dois meses da mulher Elaine Cristina Schulz, mais uma razão da felicidade do jogador neste final de ano.
''Ela já disse que quando eu parar de jogar quer morar em Curitiba. Então é mais um motivo para querer permanecer na cidade'', avisa. No entanto, revela também que ainda não foi procurado por ninguém da diretoria do Paraná Clube. ''Até porque meu contrato só termina em março, ninguém ainda veio dizer se quer que eu continue em 2003''.


