São Paulo, 02 (AE) - Aos 20 minutos de jogo, pouco antes de o meia Anderson marcar dois gols para o surpreendente Treze, de Campina Grande, a torcida corintiana no Pacaembu já pedia a entrada de Dinei, que fizera os gols da recente vitória contra a Internacional, em Limeira. No segundo tempo, o atacante entrou no time e fez os passes perfeitos nas duas jogadas que resultaram no empate corintiano contra a equipe paraibana. Mais uma vez, ele virou herói. Uma coisa, porém, os torcedores ainda não conseguem entender - por que Dinei não é titular do Corinthians?
"Ser titular é uma coisa que só depende dele", afirmou o técnico Evaristo de Macedo. "O departamento médico sabe que ele tem de ser poupado e tenho de administrar este problema." Para o jogador, não há mais problemas quanto à parte física. "Estou recuperado para jogar novamente os 90 minutos", garante. "Mas quem decide quem joga é o treinador." Segundo Evaristo, a reação de Dinei tem sido muito boa em campo.
"Tenho de colocá-lo no momento certo", explica o treinador. Dinei, pronto para voltar, reconhece que não suportaria participar de uma maratona por seu ritmo de jogo estar abaixo do dos demais jogadores. "Dá pra jogar os 90 minutos, mas não na terça e na quinta", diz.
Contra a Portuguesa, domingo, no Morumbi, pelo Campeonato Paulista, Dinei pode ser a novidade na equipe. O técnico Evaristo de Macedo, depois da ameaça de punição por parte da Federação Paulista de Futebol, vai contar com sua força máxima no clássico.
DAY AFTER - Depois da tensão vivida contra o Treze - uma vitória apertada na decisão por pênaltis -, os jogadores do Corinthains aproveitaram o dia seguinte para relaxar. Fizeram hidromassagem e um trabalho fisiológico de reposição de vitaminas. "Antes da partida, procurei alertar os atletas sobre as dificuldades que teríamos contra o Treze", lembrou Evaristo.
"Aqui, no Corinthians, nada vem fácil", comentou o volante Vampeta. "É tudo na base do sacrifício." Para o meia Edílson, o jogo contra o Treze foi um dos mais difíceis desde o início da temporada. "Nem eles estavam acrditando que podiam nos vencer", afirmou. Edílson classificou como "sorte" a atuação dos paraibanos e comemorou o "poder de reação" dos corintianos.
Para Edílson, o alívio só veio no momento em que o lateral-esquerdo Silvinho marcou seu gol na decisão por pênaltis e garantiu a vitória do Corinthians por 4 a 2. "Na hora, eu coloquei a mão na cabeça e pensei: "Ih! meu Deus, é o Silvinho quem vai bater", contou, ironizando o fato de o companheiro só ter marcado um gol em jogos oficiais até então. "Eu também estava pronto para cobrar, era o sexto da ordem."

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