Porto Alegre - Os próprios atletas colorados definiram o jogador mais importante da conquista do Internacional: o jovem Giuliano, de 20 anos. O meia não foi titular, mas era considerado por Celso Roth como o 12.º jogador. Quando as coisas ficavam difíceis, lá ia ele para o campo. O resultado de tanta confiança: seis gols, artilheiro do time na competição, e gols decisivos nos últimos três confrontos - um nas quartas de final contra o Estudiantes, outro diante do São Paulo na semifinal e, por fim, um em cada jogo da finalíssima com o Chivas.
''O Giuliano é o craque da Libertadores'', sentenciou o centroavante Alecsandro, que não jogou mas participou da festa. ''O que este homem jogou é brincadeira. Qualquer outra escolha da Conmebol é uma injustiça''.
A pintura que foi o terceiro gol do placar de quarta-feira sintetiza a importância do jovem para a equipe colorada. Tem técnica, faro de gol e é decisivo. ''Não tinha expectativa nenhuma. Qualquer decisão sobre o melhor é apenas consequência do meu trabalho'', disse, humilde, Giuliano.
O jogador teve uma infância difícil no interior do Paraná. Sua mão, Tarsília, teve que criar com pouco dinheiro nove filhos. E Giuliano é grato por tudo que passou para chegar a ser uma das estrelas da Libertadores, mais um ídolo da história colorada. ''Esse título é para minha mãe. Estou muito feliz'', contou o jogador, que, apesar da pouca idade, não fugiu da responsabilidade em nenhum momento. ''Só eu, minha mãe e meus irmãos sabemos o quanto foi difícil chegar aqui''. (Agência Estado)

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