Jonas Oliveira‘Santo Régis’Apesar da grande atuação no Atletiba, o goleiro Régis diz que não fez nenhum milagre O goleiro Régis, herói da vitória coxa-branca no clássico Atletiba de domingo, passou o dia de ontem no departamento médico do clube fazendo tratamento no joelho esquerdo, torcido no segundo tempo do jogo.
Lembrando pouco do lance que originou a contusão - ‘‘só me recordo que foi num chute de fora da área’’ - ‘‘Santo Régis’’, como foi batizado pela torcida, falou sobre a emoção de ser ovacionado pela torcida ao final do confronto. ‘‘É algo realmente indescritível ver o seu trabalho reconhecido por tanta gente. Fico feliz por poder dividir essa alegria com meus companheiros. Foi uma vitória muito difícil e o torcedor sente muito essa vibração’’.
Aos 33 anos, completados na quarta-feira passada, Régis pretende garantir o sexto título paranaense da carreira (cinco deles pelo Paraná), agora defendendo o Coritiba. ‘‘Temos conversado muito para garantir o campeonato ainda no quadrangular, vencendo o turno e o returno, liquidando de vez a disputa’’.
O goleiro não se mostra preocupado com o ‘‘peso da idade’’, que costuma marcar os atletas acima dos 30 anos. ‘‘Estou me sentindo bem, como se estivesse começando a carreira agora. Com mais experiência, aprendi a simplificar as defesas, sem inventar para não complicar’’.
Quando soube que o técnico do Atlético, Abel Braga, considerou uma de suas intervenções milagrosas, Régis abriu um sorriso maroto. ‘‘Não fiz nada de excepcional, muito menos um milagre. Mas a dramaticidade do clássico, o calor do jogo, faz com que as pessoas liberem suas emoções’’.
Também estiveram no departamento médico, o zagueiro Gélson Baresi, sentindo uma pancada no joelho, o volante Reginaldo Nascimento, expulso no clássico, e o meia Sandoval, com dores na coxa. O técnico Valdyr Espinosa deve comandar na semana dois coletivos para definir a equipe que enfrenta o Paraná, na sexta-feira ou no domingo.

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