São Paulo - O conselho partiu do superintendente de futebol do São Paulo, Marco Aurélio Cunha. ‘‘Eu disse que nós precisamos sempre viver no mesmo ritmo. Mas quando chove, é necessário acelerar o passo’’, avisou o dirigente. E o volante Hernanes entendeu o recado. ‘‘O Marco é um grande amigo, sei muito bem o que ele quis dizer com essa metáfora’’, disse o jogador.
  Metáforas à parte, a grande questão no São Paulo no momento é o mau futebol apresentado por Hernanes, o camisa 10 do time, nas últimas partidas. Ele não lembra nem de longe o jogador que foi eleito o melhor do Brasileirão no ano passado e que começou bem a temporada de 2009, marcando gols e dando passes precisos.
  Mas Hernanes tem certeza também que essa é uma situação apenas passageira. ‘‘Eu preciso continuar trabalhando com fé e dedicação’’, afirmou o jogador. ‘‘O que faço é enxergar além da tempestade. Sei que são dias de trevas, todos passam por isso, mas sei que eles são poucos. O sol por trás das nuvens continua brilhando’’, acrescentou o melhor jogador do último Campeonato Brasileiro.
  Hernanes também negou que sua queda de rendimento esteja ligada com algum problema particular, ou até mesmo com uma possível transferência para o futebol europeu. Afinal, a volta do assédio da Europa coincidiu justamente com o início do momento ruim dele em campo.

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