Agência Estado
De Nurburg, Alemanha
Que loucura! Aconteceu de tudo no GP da Europa, ontem, em Nurburgring. Desde a vitória de Johnny Herbert e a terceira colocação de Rubens Barrichello, ambos da surpreendente Stewart, até novos erros grosseiros da McLaren, da Ferrari e de seus pilotos. Na corrida mais emocionante dos últimos anos, Hakkinen, apesar de realizar um dos seus trabalhos mais fracos na Fórmula 1, acabou em quinto. Agora, se vencer na Malásia, dia 17, e Eddie Irvine não for pelo menos quarto, será bicampeão.
A exemplo do que ocorreu no sábado, na sessão que definiu o grid, a cada momento havia, ontem, importantes mudanças na corrida. Do grave acidente de Pedro Paulo Diniz, da Sauber, ainda na primeira curva, à bandeirada para Herbert, 66 voltas mais tarde, vários pilotos passaram pela liderança, muitos erraram, mecânicos se confundiram e o público, molhado nas arquibancadas ou mesmo em casa, vibrou com tudo. As constantes alterações na condição da pista, ora seca ora com água, por vezes apenas úmida, criaram o ambiente perfeito para um grande espetáculo.
‘‘Depois de tanto azar, era já mesmo hora de um pouco de sorte’’, declarou o inglês Jonnhy Herbert, que conseguiu sua terceira vitória na F-1. As outras duas foram em Silvertone e Monza, em 1995, pela Benetton. ‘‘Foi uma pena a chuva ter se estendido um pouco mais depois do meu pit stop (37ª volta),’’ lembrou Rubinho. ‘‘Eu optei por pneus para pista seca e, como eles eram do composto duro, meu carro ficou muito dificil de guiar.’’ Seu ritmo era cinco segundos por volta mais lento que seus adversários.
Foi só nas voltas finais, quando o asfalto estava quase seco, que Rubinho pôde andar mais rápido. Durante dez voltas ele tentou de todas as formas ganhar o segundo lugar de Trulli, mas não conseguiu. ‘‘Minha Stewart era mais veloz do que a sua Prost, fiz de tudo.’’ Rubinho cruzou com uma diferença de 247 milésimos para o italiano.
Agora a Stewart-Ford soma 31 pontos no campeonato de construtores e pode terminar em quatro, no terceiro ano da Stewart, já que a Williams tem 33 pontos, todos obtidos por Ralf Schumacher, grande nome do GP da Europa, e quarto colocado ontem. ‘‘Nós precisamos de dois anos e meio para chegar na F-1 e vencermos nosso primeiro GP; conheço equipes que estão há muito mais tempo e não conseguiram’’, falou o orgulhoso Jackie Stewart.
O escocês, três vezes campeão do mundo, chama a atenção de todos: ‘‘Por favor, ouçam, o nosso piloto na F-3 (o brasileiro Luciano Burti) acaba de ganhar a corrida de Spa’’. Ele recebe novos aplausos da multidão que invadiu o motorhome da Stewart. ‘‘Quando corria e ganhava na F-1 (venceu 27 GPs), nunca me emocionei; agora, no entanto, como dirigente, é diferente, é mais difícil.’’
Hakkinen cansou de errar ontem em Nurburgring. Para começar, trocou os pneus secos pelos de chuva e em seguida parou de chover. ‘‘Não queria correr riscos’’, defendeu-se. Depois seu ritmo esteve sempre abaixo de outros pilotos que dispunham de equipamentos bem menos rápidos que a sua McLaren.
A Ferrari não ficou atrás. Até um pneu errado havia no primeiro pit stop de Eddie Irvine. Os mecânicos trocaram um pneu para piso molhado por um para asfalto seco. No fim, Irvine acabou em sétimo.
Com os dois pontos de ontem, Hakkinen soma agora 62, diante dos mesmos 60 de Irvine, 50 de Heinz-Harald Frentzen, da Jordan, e 48 de David Coulthard. Se o finlandês vencer em Kuala Lumpur, próxima etapa do Mundial, chegará a 72. Nesse caso, Irvine necessitará pelo menos de três pontos, da quarta colocação, para ficar com 63 e tentar, no Japão, última prova do ano, reverter uma situação extremamente difícil. Na hipótese de Hakkinen vencer e Irvine não se classificar no mínimo em quarto, o piloto da McLaren comemorará o bicampeonato.

A BRIGA PELO TÍTULO
1º - Mika Hakkinen - - 62
- McLaren
2º - Eddie Irvine - - 60
- Ferrari
3º - Heinz-Harald Frentzen - 50
- Jordan
4º - David Coulthard - - 48
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France PresseDIA DOS COADJUVANTESTrulli, Herbert e Rubinho jogam champagne em Jackie Stewart: chuva e erros de Ferrari e McLaren tornam a prova surpreendente

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