São Paulo - A nova novela no Palmeiras envolve dois protagonistas: Leonardo, lateral-esquerdo da Portuguesa, e Henrique, zagueiro do Coritiba. Entre o clube de Palestra Itália e os atletas, está tudo certo.
Para que os dois possam se tornar os novos membros da 'família Luxemburgo', no entanto, falta o principal: a liberação dos clubes detentores de seus direitos federativos.
No caso de Leonardo, considerado o 'novo Roberto Carlos' pelo técnico Luxemburgo, a vontade do jogador deverá determinar o seu futuro, segundo seu empresário, José Riva. ''Recebi um telefonema do pessoal do Olympiakos (Grécia). Também há o Stuttgart, da Alemanha, e o Genoa, da Itália, mas o Leonardo não quer nem saber. Ele firmou um compromisso com o Palmeiras, acertou tudo com o clube e quer jogar lá. Enquanto não houver uma definição desse caso, ele não quer falar com mais ninguém'', avisou o empresário.
Segundo Riva, a Portuguesa considerou baixa a oferta palmeirense pelo atleta (cerca de R$ 3 milhões) e, por isso, está dificultado a saída do jogador do Canindé. ''O Palmeiras está oferecendo algo que considero justo, mas a Portuguesa quer mais. Haverá uma contra-proposta e espero que tudo possa ser resolvido, pois já está demorando demais'', concluiu o empresário.
Já em relação ao outro ''protagonista'', o zagueiro Henrique, a resolução da questão também depende puramente do aspecto financeiro. ''Falta a definição de alguns valores e o negócio não está encerrado'', sintetizou Jair Cirino, presidente do Coxa, ontem à tarde.
Genaro Marino, diretor palmeirense, prometeu novidades em breve (o acerto poderia acontecer na noite de ontem). ''Estamos resolvendo alguns outros assuntos neste momento, mas deveremos ter algum avanço em relação a esses casos (Leonardo e Henrique). Os jogadores querem vir para o Palmeiras e o clube também quer. É apenas uma questão de ajustes'', simplificou o cartola.
Valdívia
Preocupado em voltar a mostrar o futebol que rendeu a ele o apelido de ''Mago'', Valdívia afirmou ter a receita para escapar da marcação de jogadores como o santista Adriano, que lhe deu pouco espaço no clássico da Vila Belmiro. ''Isso só vai melhorar mantendo a cabeça fria e tentando fugir da marcação. Para que isso aconteça, tenho que trabalhar cada vez mais'', concluiu.

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