Agência Estado
De São Paulo
O piloto Hélio Castro-Neves garantiu ontem, em São Paulo, que Émerson Fittipaldi não administra mais a sua carreira. ‘‘Hoje posso já andar com minhas próprias pernas’’, afirmou. O piloto não escondeu que o recente episódio envolvendo Émerson e o dono da sua equipe este ano, Carl Hogan, desgastou também a sua imagem. ‘‘O mais importante, porém, é que agora estou num time que deverá me permitir lutar pelas vitórias’’, disse. Castro Neves deu detalhes da sua contratação pela Penske, escuderia da Fórmula Indy que passou por completa restruturação.
As recentes declarações de Émerson, de que Hélio tem ainda compromisso com a sua empresa, divergem com o que disse o piloto ontem na entrevista coletiva. Enquanto o ex-campeão da Fórmula 1 e da Fórmula Indy diz que continuará administrando a carreira de Hélio nos próximos quatro anos, o piloto da Penske faz até um desafio: ‘‘Vamos chamá-lo aqui, agora, e esclarecer de vez’’, contou. ‘‘Eu não tenho mais nada a ver com ele, embora lhe seja grato’’, disse.
Os comentários sobre o fechamento da Hogan são de que Émerson estaria envolvido no não cumprimento de alguns compromissos financeiros com Carl Hogan. E que o empresário norte-americano só não teria tornado público o caso, na última corrida da temporada, no oval de Fontana, em respeito ao piloto Greg Moore, falecido na prova.
Se a história for mesmo verdadeira, como parece, já que a Hogan fechou as portas, o que primeiro vem à tona é a questão dos direitos da etapa brasileira da Indy, hoje nas mãos de Émerson. Os organizadores do campeonato concordarão em mantê-los com o ex-piloto, cuja imagem já não é mais a mesma de quando competia com sucesso?

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