Hélio Castro Neves faz seu primeiro teste na Hogan
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quinta-feira, 28 de janeiro de 1999
Por José Emílio Aguiar 
Rio de Janeiro, 28 (AE) - Hélio Castro Neves fez seu primeiro teste com o Lola-Mercedes da equipe Hogan, em Sebring, e previu que terá muito trabalho pela frente. O chassi Lola tem o volante mais pesado que o Reynard, não é tão rápido em curva e escorrega mais nas freadas. Castro Neves marcou o tempo de 51s5, mais de um segundo mais lento que o mexicano Adrian Fernandez, da equipe Patrick. Fernandez bateu o recorde da pista, assinalando 50s4, com o novo chassi Swift-Ford. O recorde anterior era de Christian Fittipaldi, também com o Swift, e Al Unser Jr., com a Penske, que assinalaram 50s7 no início do mês. Nos testes de quarta- feira, Michael Andretti também superou esta marca, assinalando 50s6.
O desempenho do Swift já faz até Carl Hogan pensar em trocar de carro e comprar o modelo produzido por Carl Haas. "Ele está disposto a ganhar", comentou o brasileiro. Mas Hogan dará um crédito de confiança à Lola, que refez o fracassado chassi dos dois últimos anos e já mostrou progressos nos circuitos ovais. "Tudo indica que, nos ovais, o carro é competitivo", afirmou Hélio. "Felizmente, a primeira metade da temporada tem mais pistas deste tipo e vamos ganhar tempo para acertar o Lola nos mistos."
A Hogan será o principal time da fábrica inglesa, com prioridade de uso de peças e inovaçäes. Castro Neves terá três carros à disposição e um orçamento de US$ 9 milhäes, a maior parte tirada do bolso do patrão, Carl Hogan, um milionário dono de uma rede de transportadoras. O acerto de contrato o surpreendeu. Ele foi liberado da sua antiga equipe, a Bettenhausen, no início da semana passada. Tony Bettenhausen fechou acordo com o japonês Shigeaki Hattori, vencedor de duas corridas na Indy Lights. Hattori lhe trouxe patrocínio e salvou o time da falência. O brasileiro almoçou com Hogan dois dias depois e assinou contrato na sexta-feira. "Foi um alívio", confessou. "Não é sempre que se dá uma sorte dessas."
O ex-piloto do time, J. J. Lehto, correrá em carros de turismo pela BMW na Europa. Os brasileiros Gil de Ferran e Cristiano da Matta também testaram em Sebring, mas não passaram de 51s5, mesmo tempo do americano Scott Pruett, com o Reynard-Toyota da Arciero. O americano Jimmy Vasser e o colombiano Juan Pablo Montoya andaram rápido, marcando 50s7, ao volante do Reynard-Honda da equipe tricampeã, a Ganassi. Os treinos prosseguem amanhã, e depois, as equipes transportam os carros de volta às fábricas para os últimos acertos para o Spring Training, teste coletivo de pré-temporada, de terça a quinta-feira, no oval de Homestead, em Miami.


