Helinho pensa em outro
bom resultado domingo
José Emílio Aguiar
Agência Estado
DivulgaçãoHelinho, o engenheiro Tom Brown e o ‘patrão’ Tony BettenhausenO estreante Hélio Castro Neves espera repetir neste domingo, no GP de Detroit de F-Indy, a façanha de Milwaukee, onde ficou em em segundo lugar. A pista de rua da Belle Isle inaugura a fase de circuitos mistos de 98. Das 12 provas restantes, 10 serão em circuitos de rua ou autódromos permanentes, onde os brasileiros estão mais acostumados a correr. ‘‘É a especialidade da casa’’, brincou.
O piloto da Bettenhausen espera fazer uma corrida agressiva como em Long Beach, onde liderou 17 voltas. ‘‘É daquele jeito que eu gosto de correr, atacando’’, lembrou. Nos ovais, por ter menos experiência, Helinho procurou ser mais conservador. Em Detroit, quer mesclar as duas táticas. ‘‘Espero ter a garra e a vontade de Long Beach e usar a cabeça e a paciência de Milwaukee’’, contou. ‘‘Comecei o ano tentando ser superagressivo e acabei batendo e aprendendo da pior maneira em Miami.’’
A pista de Detroit foi reformada e ganhou uma longa reta, para permitir mais ultrapassagens. O acerto do carro será parecido ao de Long Beach, pois o asfalto, que se mistura com trechos de cimento, também é muito ondulado. ‘‘Talvez a gente tenha de usar asas com mais inclinação’’, analisou.
Em 97, Helinho chegou em segundo lugar na preliminar de Indy Lights, vencida por Tony Kanaan. Ele diz que e eletrônica Magnetti Marelli do motor Mercedes já está afinada e só espera que os pilotos equipados com o motor Ford não usem o controle eletrônico de tração, foi proibido pela Cart, mas lhes deu vantagem nos treinos de Long Beach. O controle é disfarçado na pressão do turbo, que é programada segundo as marchas para dar menos potência em primeira e evitar que as rodas patinem em saídas de curvas lentas.

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