Hélder Correa corre para superar limites
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sábado, 01 de maio de 2010
Renato Oliveira<br> Reportagem Local 
Diminuir 60 centésimos do tempo atual e garantir o índice para defender o Brasil no próximo Campeonato Íbero-Americano de Atletismo, em junho, na Espanha. Essa é a tarefa do meio fundista Hélder Correa, cuja última marca é de 47s40, pouco mais de meio segundo acima do índice dos 400 metros - os cobiçados 46s70.
Depois de faturar três medalhas nos Jogos Sul-Americanos, na Colômbia, a próxima parada do londrinense será no Torneio da Federação Paulista de Atletismo, no dia 08 de maio, na capital paulista. Não é a última chance para o atleta conseguir atingir o índice, mas não esconde a preferência de ''conseguir o tempo na próxima competição''. O corredor ficou com a prata no revezamento 4X400 e com o bronze no 4X100 e nos 400 metros livre na Colômbia.
''Corri no revezamento 4X100, que não é minha especialidade, substituindo dois colegas que ficaram doentes. Como também foi a primeira competição do ano, não estava na melhor condição. Mas foi positivo no final'', analisou.
De origem humilde, o corredor conheceu o atletismo aos 14 anos de idade. Ele participava de um projeto social e não conseguia se entrosar com o futebol, o grande sonho na época. ''Todo moleque pensa em virar jogador de futebol, mas foi no atletismo que me destaquei'', aponta.
Depois de levar o ouro em quase todas as categorias antes de chegar no adulto, há três anos ele corre na principal categoria do atletismo. Com quase 22 anos de idade, Correa pretende ainda faturar o tricampeonato brasileiro nos 400 metros livre pela categoria Sub-23. ''Entre 2004 e 2009 foi a minha melhor fase até agora. Fui campeão brasileiro em todas as categorias antes do adulto'', garante.
Estudante do segundo ano do curso de Educação Física, na Universidade Estadual de Londrina, Correa mantém a vida de corredor com recursos do Bolsa-Atleta, que é complementado por recursos municipais destinados ao esporte. Ele afirma que a agenda de torneios dificulta a vida de estudante.
''Como sou atleta de competições de alto rendimento se torna muito difícil estudar. Peguei dependência em duas matérias, mas no momento tenho que priorizar o atletismo. Estou numa boa fase e como sempre viajo acaba me prejudicando. É um sacríficio que tenho que fazer'', analisa.
Todo esse esforço tem uma justificativa: defender o Brasil nos Jogos Olímpicos. Ele acredita que é possível conseguir o índice para correr nos Jogos de Londres, em 2012. Mas todo esse planejamento depende do período que precede os Jogos. No próximo ano estará em ação em três competições importantes: o Mundial, o Pan-Americano e o Sul-Americano. ''Mas quando as Olimpíadas forem no Brasil, em 2016, acho que vou estar na minha melhor forma física'', prevê.


