Atibaia - Reforço vindo discretamente do rebaixado Paysandu há pouco menos de um mês, o atacante Rafael Moura, 22 anos, já é uma grata surpresa. Em tempos de rodízio de jogadores e com a estrela corintiana Carlitos Tevez poupado em duas partidas , o atleta de Belo Horizonte, revelado pelo Atlético-MG, foi confirmado ontem pelo técnico Antônio Lopes no ataque do time titular ao lado de Tevez. O jogador conquistou a posição depois dos três gols em dois jogos, principalmente os dois da vitória contra o Juventus, na quinta, no Pacaembu.
A torcida corintiana até pode ter se surpreendido com o jovem atleta, mas não o técnico Antônio Lopes. ''Sempre tive uma impressão muito boa dele, após ter visto suas atuações no Paysandu. Tanto que até tentei levá-lo para o Coritiba. Agora, essas impressões estão se confirmando'', diz o treinador.
Para o atleta, porém, esse início fulminante não é uma novidade na sua curta carreira. Depois de dez anos jogando em Minas Gerais, Rafael Moura foi para o Paysandu. Lá, lembra, também teve um início arrasador. ''Essa situação não é nova para mim. Quando cheguei no Paysandu, fiz seis gols nos primeiros três jogos'', explica. ''Mas é claro que aqui (no Corinthians), as coisas são diferentes. Não esperava essa sequência de jogos tão rapidamente. A responsabilidade é muito maior.''
Por conta de seus cabelos aloirados, na altura do queixo, Rafael começou a ser chamado de He-Man sim, aquele dos desenhos animados. Chegou até a fazer, no jogo contra o Juventus, o gesto de empunhar uma espada. A torcida gostou, até relembrou os tempos em que cantava a música-tema do personagem, mas Rafael pede uso moderado do apelido. ''Se por algum motivo eu começar a jogar mal, vão dizer que perdi meus poderes'', pondera. ''Isso pode gerar gozação. Quero ser conhecido pelo meu próprio nome e honrar o nome da minha família.''

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