Handebol só quer aprender em Atenas
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sábado, 31 de julho de 2004
Agência Estado 
São Paulo - Nada de sonhar alto, o lema da seleção de handebol masculino na Olimpíada de Atenas é aprender e, se possível, melhorar seu retrospecto na competição. Os brasileiros sabem que ganhar das potências européias é praticamente impossível e traçaram, como meta, superar Grécia e Egito França, Alemanha e Hungria são os outros adversários do grupo para passar pela primeira fase e melhorar o 12º lugar de Atlanta, em 1996 e o 11º de Sydney, em 2000. Vencer dois jogos significaria estar entre os oito melhores selecionados do mundo.
''Terminar em oitavo seria como conquistar um pódio. Algo inédito e que nenhum europeu está esperando'', afirmou Bruno Souza, de 27 anos, e disparado o melhor atleta brasileiro. O armador defende o Frish Auf, da Alemanha há cinco anos e considera a seleção dos companheiros de equipe como grande favorita à medalha de ouro.
''A Alemanha está indo para Atenas contando com o ouro. É muito forte, assim como França e Hungria, seleções a um ou dois níveis acima do nosso'', enfatizou. O foco está destinado aos gregos e egípcios e mesmo assim, o triunfo é considerado complicado. ''Seria uma hiper superação.'' Apesar da experiência, Bruno não quer ''ser o cara'' da seleção. Prefere dividir funções e dar confiança aos companheiros. Vai usar o intercâmbio de cinco anos com os alemães, para ensinar aos mais jovens a hora certa de ser agressivo e o momento de ter mais tranquilidade.
Antes da Olimpíada, a seleção brasileira realiza três jogos diante da poderosa equipe da Espanha. ''Jogar com adversários sul-americanos não é parâmetro. Contra os espanhóis, saberemos como está nossa equipe, até onde poderemos ir'', disse o capitão José Ronaldo, de 38 anos e querendo vôos altos em Atenas. ''Se vacilarem, a gente belisca uma medalha'', sonha.
Já o goleiro Marcão, sósia do volante Júlio Baptista e comparado ao goleiro Dida, ambos da seleção de futebol, avalia a participação da seleção de outro modo. ''Vamos para Atenas mostrar nosso melhor, crescer e, num futuro próximo, aí sim brigarmos com os bichos papões europeus.''


