São Paulo - Para os atletas de alguns esportes, o Pan de Guadalajara é a última chance de ir à Londres. É o caso, por exemplo, do handebol masculino. Em janeiro, a equipe brasileira não conseguiu ter um bom desempenho no Mundial da Suécia - ficou em 21º lugar.
No Pan do Rio, em 2007, o time conseguiu se classificar ao ganhar a medalha de ouro, mas em Guadalajara a tarefa promete ser bem mais difícil, já que a Argentina ficou em 12º no Mundial e entrará na competição como favorita. Para tornar a situação mais complexa, ainda tem Cuba, que não participa das principais competições internacionais e é sempre uma incógnita.
Assim como aconteceu há quatro anos, o Brasil teve de recorrer ao seu maior ídolo para sonhar com a vaga olímpica: Bruno Souza. Aos 33 anos, o armador-esquerdo, eleito o terceiro melhor do mundo em 2003 e titular da seleção desde os 17 anos, não foi à Suécia. Depois de dez anos jogando no exterior, praticamente sem férias, conta que optou por não ir ao Mundial, pois não conseguiria apresentar sua melhor forma. ''Um mês de preparação não seria suficiente'', contou. Agora, porém, ele está de volta.
Garantidos
De toda a turma de aspirantes à medalhas no Pan, os únicos que competirão tranquilos são os atletas do hipismo, os primeiros brasileiros a garantir vaga olímpica - ficaram em quarto lugar no Mundial do Kentucky, no ano passado. Atuar com o time B em Guadalajara seria uma opção, mas os principais cavaleiros do Brasil desejam defender a medalha de ouro obtida nos Jogos do Rio, em 2007. ''Posso dizer que eu e o Doda (Álvaro Affonso de Miranda Neto) vamos participar das seletivas para o Pan'', diz o campeão olímpico Rodrigo Pessoa. (V.Z./A.E.)

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