Na tentativa de voltar à ativa, o time de handebol masculino de Londrina deu um passo importante no início desta semana. Em uma reunião realizada na última segunda-feira, na Prefeitura de Londrina, o técnico Giancarlos Ramirez ouviu do prefeito Alexandre Kireeff (PSD) a intenção de reestruturar o projeto para 2015.
O treinador aproveitou o encontro com Chefe do Executivo para apresentar um projeto de ressurgimento da equipe para o ano que vem. A ideia, segundo Ramirez, é montar um elenco jovem, formado em sua maioria por jogadores oriundos de polos de formação da cidade. A média de idade seria de 21 anos. "Nosso objetivo é reorganizar os polos de formação, que seriam quatro ou cinco, utilizar estagiários do Projeto Futuro, além de um profissional do handebol, focando na iniciação esportiva, e depois utilizar estes atletas no time de cima", descreveu o treinador, que também apresentou um abaixo-assinado com pouco mais de 100 assinaturas em apoio à volta do time.
Outro ponto discutido no encontro foi o valor do Fundo Especial de Incentivo a Projetos Esportivos (Feipe) destinado à modalidade. O pedido do técnico é para que a Prefeitura possa disponibilizar novamente R$ 230 mil/ano, valor que o handebol masculino recebeu até o fim de 2012. "O prefeito foi bastante solícito e disse que quer reativar a modalidade. Saí bem confiante", afirmou Ramirez.
Em breve contato com a FOLHA, por telefone, ontem pela manhã, Kireeff disse que "vai tentar viabilizar" a volta do time. Presidente da Fundação de Esportes de Londrina (FEL), Márcio Corrêa, que conduz a negociação com Ramirez também sinaliza positivamente para o retorno. "Desde a campanha (eleitoral) já vinha conversando com o Gian e somos favoráveis a isso", reforçou o dirigente.
Apesar do sinal positivo, o mandatário da FEL ainda não quis confirmar oficialmente o retorno da equipe e lembrou que o projeto depende da disponibilidade de verba. "A posição do prefeito é de que, dentro do possível, se houver condição orçamentária, ele apoia. A FEL tem que pensar no Feipe como um todo, em todas as modalidades, inclusive no handebol. Se tivermos uma dotação orçamentária que nos facilite fazer nos valores que ele precisa, nós vamos fazer, sem dúvidas". "Tanto o prefeito quanto a FEL estão dispostos a reativar o handebol", acrescentou Corrêa.
Em simultâneo à aprovação da FEL, o treinador já trabalha para viabilizar a contrapartida (50% do valor total do Feipe) que garantirá o acordo com a Prefeitura. Foi justamente nesta parte que ele esbarrou em 2013, quando não conseguiu os R$ 60 mil necessários para firmar o convênio e foi obrigado a desativar a equipe bicampeã nacional, justo no ano em que completava 15 anos de existência.
Ramirez contou ainda que negocia com o Londrina Esporte Clube para passar a utilizar o uniforme do clube em seus jogos, parceria nos mesmos moldes da já firmada com o futsal feminino há dois anos. "Está bem encaminhado", encerrou.

mockup