Handebol masculino mira top-8 no Mundial
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sexta-feira, 09 de janeiro de 2015
Rafael Souza<br>Reportagem Local 
Desde que a seleção brasileira feminina tornou-se campeã mundial pela primeira vez em 2013, a expectativa de que o time masculino pudesse repetir tal feito aumentou. Não há como negar que houve evolução. E os resultados mostram isso. Na última participação em mundiais, também há dois anos, na Espanha, os homens conseguiram sua melhor campanha, com o 13º lugar. No ano passado, o Brasil foi vice-campeão de um torneio com Espanha, Egito e Suécia.
É embalada por estes resultados que a equipe espera continuar mostrando crescimento no Mundial do Catar, que começa no próximo dia 15. A meta para esta edição é garantir um lugar entre os oito melhores da competição. "A expectativa é a melhor possível, queremos fazer história. Queremos melhorar nossa colocação, passar das oitavas de final", falou o goleiro Rick, de 33 anos.
O arqueiro que atuou por sete anos no handebol londrinense (2004 a 2011), na extinta Unopar Londrina, admite que o título ainda é um sonho distante. Apesar de ver o Brasil em seu melhor momento, Rick acredita que ainda é preciso seguir alguns passos para começar a pensar em feitos maiores. "Sinto que este é o melhor momento para nós, e como tem alguma atletas que estão jogando fora, acredito que isso dará uma credibilidade maior para gente. Mas ser campeão acho que ainda não, precisamos de mais intercâmbio e experiência internacional", salientou o jogador, que serviu a seleção de 2001 a 2004 e voltou em 2011.
"Para nós, o Mundial da Espanha foi um passo à frente. Conseguimos cumprir nosso objetivo que era fazer frente a todos os adversários em todos os jogos. Estávamos em um grupo muito difícil, mas conseguimos nos classificar em terceiro e passar para as oitavas de final. Agora, queremos seguir ainda mais adiante e superar o resultado que tivemos lá", reforçou o técnico da seleção brasileira, o espanhol Jordi Ribera.
As comparações com o time feminino são inevitáveis, mas não incomodam. A ordem é utilizar o bom momento das meninas como exemplo. "Elas são o carro-chefe para que possamos melhorar nossa colocação, usá-las como vitrine para melhorarmos", apontou o goleiro, que defende o Taubaté-SP.
O Brasil está no grupo A do Mundial, ao lado da atual campeã Espanha, Catar, Eslovênia, Bielorrússia e Chile. "Não podemos achar que a nossa chave será fácil. As seleções europeias são bem difíceis, o Catar naturalizou vários atletas europeus e o Chile vem numa crescente", alertou.
Os brasileiros estreiam no torneio no próximo dia 15, diante dos anfitriões. Antes disso, porém, os comandados do técnico Jordi Ribera fazem uma parada no Egito para o último torneio amistoso preparatório com a seleção da casa e a Arábia Saudita. A chegada a Doha será no dia 13.


