São Paulo - Melhor atleta do mundo, quinto colocado no último Mundial, sexto na Olimpíada, respeito no exterior. Este é o handebol brasileiro atual. Mas não o que estreia no Mundial da Espanha, hoje, às 13 horas (de Brasília). Este é outro.
A equipe em ascensão é a feminina, de Alexandra Nascimento, eleita melhor do mundo nesta semana. A masculina está na contramão. E encara a tradicional seleção da Alemanha com o modesto objetivo de conseguir passar da primeira fase.
No Grupo A, a seleção comandada pelo espanhol Jordi Ribera ainda terá pela frente a França (atual campeã olímpica e do mundo), a Argentina (12no último Mundial e ouro no Pan-2011), a Tunísia (única equipe de fora da Europa a chegar às quartas de final em Londres-2012) e Montenegro. Quatro das seis seleções passam de fase.
''Passar para as oitavas seria muito importante para nós'', analisa Ribera. ''Há tempos não conseguimos isso'', lembra o ponta Borges, que jogou os últimos três Mundiais - foi 19º em 2007 e 21º em 2009 e 2011. O Brasil não fica entre os 16 melhores desde 1999.
Contra os brasileiros, ainda joga a inexperiência da equipe, ausente dos Jogos de Londres após perder o tri pan-americano para os argentinos e, depois, não confirmar a vaga em um Pré-Olímpico. ''Precisamos dar experiência para os jogadores. São três anos e meio (para a Rio-2016), estamos longe e perto'', afirma o técnico do Brasil.
Dos 16 convocados, seis estreiam em Mundiais. Do Pan de Guadalajara-2011, por exemplo, restaram apenas sete no time que joga a fase de grupos em Granollers. Renovação com vista à Rio-2016. Porém, somente dois dos atletas jogam fora do Brasil atualmente. Borges é um deles.
''A quantidade de atletas que atua no exterior faz diferença, pois se acostuma a jogar contra os melhores do mundo. Mas o Jordi está pensando esse time a longo prazo'', diz o jogador do Reale Ademar de León, da Espanha.
A base da seleção brasileira é formada por atletas dos clubes paulistas Metodista (seis) e Pinheiros (cinco).

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