São Paulo - Campeã do Pan de Santo Domingo de forma invicta e arrasadora, a seleção feminina volta hoje à realidade, na estréia da equipe brasileira no Mundial da Croácia. A seleção enfrenta o time da casa em seu primeiro duelo em uma competição na qual as ambições estarão bem distantes do pódio.
''O objetivo é fazer uma campanha melhor do que a do último Mundial, quando ficamos em 12º lugar'', diz o técnico Alexandre Schneider, referindo-se à competição na Itália, em 2001.
Ainda assim, o treinador considera a missão atual ''complicada''. Apesar do objetivo modesto, o handebol se tornou a modalidade do momento no país - foi o primeiro esporte coletivo a garantir vaga para os Jogos de Atenas-2004 no masculino e no feminino.
O sucesso fez com que Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, apontasse a modalidade como a com maior potencial de crescimento no país.
A Europa é a grande força da modalidade. Em 15 mundiais, os times do velho continente só perderam um título, para a Coréia do Sul, em 1995. Também foi a única vez em que um país ''forasteiro'' teve a honra de subir ao pódio. Como forma de preparação, a CBH enviou a seleção para fazer amistosos em Copenhague. Foram duas derrotas para a seleção A da Dinamarca e dois empates contra a equipe B.

mockup